O Ibrachina, time montado por empresários chineses, bateu Palmeiras e Internacional no torneio de base do futebol brasileiro e disputa vaga da final com o São Paulo FC em partida nesta quinta-feira, 22, as 21h30, no Morumbis.
Muitos fanáticos por futebol consultados pelo Radar Democrático revelaram total desconhecimento do time, só alguma referência à China por causa do nome do time.
Ibrachina é a sigla do Instituto Sociocultural Brasil China, cujo objetivo é disseminar os valores da cultura chinesa no Brasil, intermediar negócios e intercâmbios. O Instituto realizou parcerias com a USP, com o Sebrae, com o grupo musical baiano Olodum e mantém apoio educacional na Mooca e na Vila Carioca (Heliópolis) região sudeste da Capital.
Uma dessas iniciativas foi a formação do time de futebol, que recebeu autorização para atuar nas categorias de base. O time tem um centro esportivo na Mooca, bairro de São Paulo, com capacidade para 600 pessoas.
Esta é a quinta participação do time na Copinha, agora com um elenco misto de veteranos (os que completam 18 anos) e jovens promissores de 15 anos.
O presidente é Henrique Law em parceria com seu irmão Thomas Law, filhos de Law Kin Chong e Miriam Chaw, bilionários chineses de Hong Kong, que se notabilizaram no comércio varejista e ampliaram os negócios para os espaços imobiliários de shoppings e lojas.
Law Kin Chow e sua mulher já ocuparam o noticiário policial acusados de contrabando e tentativa de corromper um membro da CPI na Câmara Municipal de São Paulo.
Força suave
A história do time Ibrachina carrega duas conclusões. O primeiro é o modelo de ocupação dos espaços que a China desenvolve. Iniciativas como essa conquistam espaço na opinião pública, que progressivamente passa a gostar da China. A segunda é o caráter nacionalista e engajado do projeto, que carrega a China e seu modelo como o seu país.


