
A deputada estadual Ana Perugini questionou a Secretaria Estadual de Educação do estado de São Paulo sobre a falta de carteiras na Escola Estadual Pastor Roberto Rodrigues de Azevedo, em Hortolândia. Segundo denúncias, alunos estariam sendo obrigados a assistir às aulas sentados no chão devido à falta de mobiliário adequado.
A denúncia, amplamente divulgada na mídia local, relata que, no retorno das férias, os alunos foram obrigados a permanecer sentados no chão das 7h às 14h, pois não havia carteiras disponíveis na sala de aula. A situação gerou revolta entre os pais, que registraram a cena em imagens.
Um pai de aluno expressou sua indignação em uma rádio local: “Pensa numa coisa triste; ver seu filho no primeiro dia de aula sentando no chão e a sala de aula sem carteira nenhuma. É inadmissível isso por parte do governo, da Secretaria de Educação. Isso nunca poderia ter acontecido”, desabafou. Ele ainda relatou ter pedido desculpas à filha pela situação enfrentada na escola.
Questionamentos à Secretaria de Educação
Diante da situação, a deputada Ana Perugini formalizou o requerimento número 15/2026, dirigido ao secretário estadual de Educação, Renato Feder, solicitando esclarecimentos sobre diversos pontos. A parlamentar questiona o número de alunos afetados pela falta de carteiras, as medidas tomadas pela direção da escola, se houve comunicação prévia à Diretoria de Ensino e à secretaria, o prazo para regularização da situação e o fornecimento de mobiliário adequado para todos os alunos. Além disso, pergunta se há algum procedimento administrativo em andamento para apurar as responsabilidades pela falha.
Ana Perugini, que é suplente na Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de São Paulo, enfatizou que “a situação relatada afronta diretamente o direito à educação digna, o princípio da dignidade da pessoa humana e as condições mínimas de permanência do aluno no ambiente escolar, sendo dever do poder público garantir infraestrutura adequada às unidades de ensino”.
O requerimento foi publicado no Diário da Assembleia Legislativa, e a Secretaria Estadual de Educação tem um prazo de 30 dias para responder aos questionamentos da deputada.


