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Defesa da universidade pública: Fórum das Seis inicia debate da data-base 2026

Debate da data-base 2026 mobiliza docentes e servidores da USP, Unicamp e Unesp em defesa do financiamento das universidades públicas paulistas, da reposição salarial e da ampliação do acesso de estudantes da rede pública ao ensino superior.

Fórum das Seis iniciou a campanha da data-base 2026, com foco na defesa da universidade pública, reposição salarial de docentes e servidores e garantia de financiamento para USP, Unicamp e Unesp, que hoje recebem maioria de estudantes da rede pública. Foto: Antoninho Perri/SEC Unicamp
Fórum das Seis iniciou a campanha da data-base 2026, com foco na defesa da universidade pública, reposição salarial de docentes e servidores e garantia de financiamento para USP, Unicamp e Unesp, que hoje recebem maioria de estudantes da rede pública. Foto: Antoninho Perri/SEC Unicamp

As universidades públicas paulistas — USP, Unicamp e Unesp — são um dos mais importantes instrumentos de mobilidade social, produção científica e desenvolvimento regional do país. Mantidas com recursos públicos, elas pertencem à sociedade e cumprem uma função estratégica: formar profissionais, produzir conhecimento, desenvolver tecnologia e ampliar oportunidades para jovens da classe trabalhadora.

Os dados mais recentes de ingresso mostram, na prática, o alcance social dessas instituições. Em 2025/2026:

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  • USP: mais de 53% dos ingressantes cursaram todo o ensino médio na rede pública.
  • Unicamp: aproximadamente 49,5% dos aprovados vieram de escolas públicas, percentual em crescimento nos últimos anos.
  • Unesp: também registra maioria de estudantes oriundos da rede pública, consolidando uma tendência de ampliação do acesso.

Esses números não são apenas estatísticas. Eles representam milhares de famílias trabalhadoras que passam a ter, pela primeira vez, um filho ou filha no ensino superior público. Representam jovens que se tornam professores, médicos, engenheiros, pesquisadores, gestores públicos. Representam ciência voltada à saúde, à educação, ao meio ambiente, à indústria e às políticas públicas.

Defender a universidade pública é defender:

  • A permanência estudantil;
  • A produção científica nacional;
  • O desenvolvimento regional;
  • A soberania tecnológica;
  • O direito da juventude trabalhadora ao ensino superior de qualidade.

É nesse contexto que ganha importância o debate da data-base 2026, iniciado pelo Fórum das Seis, que reúne as entidades representativas de docentes, como a Adunicamp, e servidores técnico-administrativos das três universidades estaduais paulistas.

Por que a data-base importa?

A campanha salarial não se resume a reajuste de vencimentos. Ela está diretamente ligada às condições de funcionamento da universidade pública.

Salários defasados, carreiras fragilizadas e incertezas no financiamento impactam:

  • A qualidade do ensino;
  • A capacidade de pesquisa;
  • A permanência de profissionais qualificados;
  • A própria continuidade de projetos acadêmicos e sociais.

O Fórum das Seis iniciou o debate da pauta unificada com foco em três eixos centrais:

  • Reposição das perdas salariais acumuladas;
  • Garantia de financiamento adequado às universidades;
  • Unificação das lutas com o conjunto do funcionalismo público estadual.

Em um cenário de pressões orçamentárias e mudanças no ambiente fiscal, assegurar recursos estáveis para USP, Unicamp e Unesp significa proteger um sistema que atende majoritariamente filhos e filhas da classe trabalhadora.

Quando docentes e servidores lutam por condições dignas de trabalho, estão também defendendo:

  • Bibliotecas abertas;
  • Laboratórios funcionando;
  • Restaurantes universitários acessíveis;
  • Bolsas de permanência;
  • Atendimento estudantil;
  • Projetos de extensão junto às comunidades.

A universidade pública não é um privilégio — é uma conquista histórica da sociedade brasileira.

Um convite à comunidade

O debate da data-base 2026 é, portanto, um chamado coletivo. Estudantes, trabalhadores, pesquisadores e a população em geral têm interesse direto na sustentabilidade dessas instituições.

A defesa da universidade pública é a defesa do futuro da juventude trabalhadora. É a defesa da ciência pública. É a defesa de um Estado que invista em conhecimento para reduzir desigualdades.

Fortalecer essa mobilização é fortalecer o direito de estudar, pesquisar, ensinar e transformar realidades.

A universidade pública existe porque a sociedade a construiu — e continua existindo porque a sociedade a defende.

 

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