quinta-feira, 19/03/2026
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Gabinete de vereadora Guida é invadido e assessoras são ameaçadas em Campinas

Ataque de grupo de homens ocorreu após a vereadora protocolar projeto de lei para combater o feminicídio

A vereadora de Campinas, Guida Calixto (PT), denunciou nesta semana uma escalada de violência política e perseguição contra seu mandato. O episódio mais crítico envolveu a invasão de seu gabinete por um grupo de homens, que intimidaram e agrediram verbalmente suas assessoras.

De acordo com a parlamentar, os ataques tiveram início imediatamente após o protocolo de um projeto de lei que propõe o Pacto Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio. Guida afirma que o grupo, descrito por ela como “bolsonaristas, machistas e misóginos”, passou a perseguir a equipe do mandato como forma de retaliação à proposta de proteção das mulheres.

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“A preocupação deles é que seja colocada tornozeleira eletrônica no agressor. Eles estão preocupados que a cidade cumpra políticas públicas e pare de matar as mulheres”, declarou a vereadora em vídeo publicado em suas redes sociais.

A violência não se restringiu ao espaço da Câmara Municipal. Guida relatou que duas assessoras foram abordadas e intimidadas em uma praça pública enquanto distribuíam materiais informativos contra o feminicídio, materiais de divulgação do mandato foram vandalizados em diversos pontos da cidade.

Durante a invasão ao gabinete, os agressores utilizaram celulares para filmar e constranger as funcionárias, chegando a ameaçar uma assessora diretamente.

Medidas Judiciais

Diante da gravidade dos fatos, a vereadora compareceu à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) para registrar um boletim de ocorrência. Guida também solicitou à presidência da Câmara Municipal de Campinas os dados das pessoas que entraram no edifício, visando a identificação dos responsáveis.

A parlamentar, que se define como uma mulher negra vinda da periferia, reafirmou que não recuará diante das ameaças: “Eu não vou ser ameaçada, eu não vou ser perseguida, porque eu estou cumprindo legitimamente o meu mandato”.

O caso de Guida Calixto soma-se a outros episódios recentes de violência política de gênero no estado, como os ataques sofridos pelas deputadas Monica Seixas e Erika Hilton na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp).

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