Início Notícias Professores protestam contra políticas de Tarcísio na educação paulista

Professores protestam contra políticas de Tarcísio na educação paulista

Manifestação de professores em frente à Secretaria de Educação. Foto: Apeoesp, divulgação
Manifestação de professores em frente à Secretaria de Educação. Foto: Apeoesp, divulgação

Professores, pais, estudantes e lideranças de movimentos sociais realizaram um protesto em frente à Secretaria Estadual da Educação, em São Paulo, na quarta-feira, 11 de fevereiro, contra as políticas do governador Tarcísio de Freitas para a educação pública. A manifestação, organizada pela Apeoesp, teve como foco a defesa do emprego dos professores, a busca por uma atribuição de aulas justa e o fim de resoluções consideradas autoritárias.

A deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta da Apeoesp, expressou seu repúdio às ações do governador Tarcísio de Freitas e do secretário estadual de Educação, Renato Feder. Ela destacou a Resolução 8, que prejudica os professores temporários, como um dos principais alvos de crítica. A suspensão de um dispositivo da resolução que pretendia manter os professores três anos fora da rede estadual só foi possível graças a uma liminar judicial obtida pela Apeoesp.

Receba nossas notícias

Demandas da categoria

Durante a manifestação, Bebel cobrou a aplicação do reajuste do piso salarial nacional no salário base e em toda a carreira, e não apenas por meio de abono complementar. A categoria também reivindica a aplicação correta da jornada do piso, com 26 horas com estudantes e 14 horas para preparação de aulas, elaboração e correção de provas e trabalhos, além de formação continuada.

Os manifestantes também exigem o cancelamento da reorganização escolar, a reabertura de classes fechadas e a retirada do projeto de reforma administrativa da Educação (PL 1316/2025). Bebel ressaltou que a Secretaria Estadual da Educação agendou uma reunião com a Apeoesp para o dia 23, onde serão discutidas as questões relativas à atribuição de aulas e outros assuntos relacionados.

A presidenta da Apeoesp enfatizou que a mobilização e a pressão são essenciais para que a categoria seja ouvida pelo governo.

“Para conquistar essas reivindicações e resistir aos ataques do governo Tarcísio, a saída é a greve”, afirmou Bebel.

Uma assembleia estadual com paralisação está agendada para o dia 6 de março, no MASP, seguida de caminhada e ato com todo o funcionalismo.

NENHUM COMENTÁRIO

FAÇA UM COMENTÁRIO

Por favor, escreva seu comentário!
Por favor, escreva seu nome