O Movimento Tarifa Zero Campinas realizou um protesto em frente à Prefeitura na última terça-feira (05/03), denunciando a nova licitação que entregará a gestão do transporte coletivo da cidade a empresas privadas pelos próximos 15 anos. O ato simbólico, marcado pela queima de uma catraca, criticou o que o movimento considera a priorização do lucro empresarial em detrimento da dignidade da população.
Apesar de Campinas ter uma das passagens mais caras do Brasil, as empresas vencedoras da licitação receberão um aporte de R$ 190 milhões dos cofres públicos. Para o Movimento Tarifa Zero, esse valor é inaceitável, considerando a qualidade do serviço prestado.
“É inadmissível que a prefeitura injete quase 200 milhões de reais em empresas que entregam ônibus quebrados e veículos que pegam fogo nas avenidas. A licitação de ontem apenas carimba mais 15 anos de exploração”, afirma publicação do movimento.
A precariedade do sistema de transporte público se manifestou de forma emblemática durante a manifestação. Enquanto os ativistas conversavam com a população, um ônibus quebrou em frente ao local do ato, expondo o cotidiano de atrasos e riscos enfrentados pelos usuários.
O Movimento Tarifa Zero Campinas defende que o transporte não deve ser tratado como mercadoria, mas como um direito social fundamental, comparável à saúde e à educação. O grupo, que integra a articulação nacional pela gratuidade do transporte público, afirma que a mobilização não se encerra com o resultado da licitação.


