Com a aproximação do ano eleitoral, o cenário político em São Paulo começa a ganhar contornos definidos. Pesquisas recentes divulgadas em janeiro de 2026, como o levantamento da Futura/Apex, indicam que o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), mantém uma posição de franco favoritismo para a reeleição, liderando em todos os cenários testados.
A força de Tarcísio no estado é impulsionada por uma aprovação de governo que oscila em torno de 60%, o que lhe garante uma vantagem confortável sobre seus principais adversários, independentemente da composição da chapa de oposição.
Os dados mostram uma polarização entre a atual gestão e nomes ligados ao governo federal e ao campo progressista. Pela pesquisa Futura/Apex que ouviu 1200 pessoas, no mês de janeiro, em todo o Estado, o governador aparece com 41% das intenções de voto, seguido por Geraldo Alckmin, com 24,6% e Fernando Haddad com 17,9%.
A indefinição do campo progressista em lançar um candidato (a) colabora para que o nome do governador do Estado ganhe espaço na opinião pública. Os testes lançando vários nomes estão extemporâneos. Já seria momento de definição da estratégia política, que não está à vista até agora. Agravante é o fato de o campo progressista em São Paulo ter pouquíssimas prefeituras e o partido do Gilberto Kassab ter eleito 206 prefeitos em 2024.
Esse cenário também é muito ruim para a candidatura à reeleição do presidente Lula, que já não tem a mesma força eleitoral no Nordeste e precisa avançar na coleta de votos no interior de São Paulo, o maior colégio eleitoral do País. Pela pesquisa, o comportamento do eleitorado paulista tem demonstrado uma resistência ao governo federal (Lula), o que favorece nomes de direita e centro-direita no estado.
Contra o governador Tarcísio, a pesquisa aponta apenas que sua avaliação é mais sensível em temas como segurança pública.
O campo progressista aparenta estar deitado em berço esplêndido em relação ao calendário eleitoral. Será que já jogou a toalha?
* O Radar Democrático publica artigos de opinião de autores convidados para estimular o debate.


