
Policiais civis e penais de São Paulo realizaram um protesto nesta terça-feira (24) contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A manifestação, que contou com a presença de deputados estaduais da oposição, como Carlos Giannazzi (PSOL) e Reis (PT), ocorreu na Avenida Paulista, com uma caminhada até a Secretaria de Segurança Pública, no centro da capital.
Os manifestantes bloquearam uma faixa da Avenida Paulista, próximo ao Masp. Nos discursos, líderes sindicais acusaram o governador Tarcísio de Freitas de “mentir” sobre o aumento salarial de 45% para os policiais civis, alegando que o percentual inclui um reajuste feito pelo ex-governador João Doria.

A presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Ribeirão Preto expressou a insatisfação da categoria, segundo O Globo: “Já estamos no final de fevereiro e nada foi apresentado, é um governador mentiroso. Os policiais precisam de valorização, dignidade, salário, fora Tarcísio!”.
“Traição” e campanha de denúncia
Os manifestantes também alegaram que houve uma “traição” por parte do governador, que durante a campanha eleitoral de 2022, acenou para as forças de segurança pública com promessas de melhores condições de trabalho.
Paralelamente ao protesto, o Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp) lançou uma campanha para denunciar o que considera um “sucateamento” da Polícia Civil, devido às “promessas não cumpridas” de Tarcísio de Freitas. A campanha inclui a instalação de outdoors em diversas cidades do estado e uma campanha digital para contrapor a “propaganda governista”.
A presidente do Sindpesp, delegada Jacqueline Valadares, critica o que chama de “discurso populista” do governador, que, segundo ela, “gera curtidas nas redes, mas os policiais não vivem de likes”. Em entrevista ao Radar Democrático, Jacqueline já havia denunciado o “discurso vazio” e a falta de investimento na Polícia Civil, com promessas de campanha não cumpridas.
A campanha do Sindpesp, em sua primeira fase, será lançada no interior do estado, Vale do Paraíba e litoral, em cidades como Araçatuba, Bauru, Campinas, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto, São José dos Campos, Santos e Sorocaba.
Resposta do Governo
Em nota, segundo a Folha de S. Paulo, a Secretaria de Segurança Pública afirmou que “mantém diálogo permanente com as entidades representativas” e que “reconhece a importância do trabalho desempenhado pelas carreiras policiais”. A secretaria também informou que, entre 2022 e 2025, os policiais civis e militares acumularam um reajuste salarial de 45,2%, enquanto os policiais penais tiveram um aumento acumulado de 54% no mesmo período.


