Serviço Público

Servidores de SP convocam mobilização contra políticas de Tarcísio

Ato em abril denuncia cortes no orçamento e privatizações promovidas pelo governo estadual.

Servidores públicos do estado de São Paulo se mobilizam para um ato nesta sexta-feira, dia 10, em frente à Secretaria Estadual da Fazenda, na capital paulista. A manifestação tem como objetivo denunciar o que consideram “ataques ao serviço público estadual” promovidos pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) desde 2023, conforme informações da CUT São Paulo.

De acordo com a central sindical, a proposta orçamentária para 2026 revela um cenário de desmonte, com a destinação de menos recursos para áreas consideradas essenciais. Juntas, Educação, Saúde e Transportes teriam perdido cerca de R$ 7 bilhões em investimentos. Em contrapartida, a Secretaria de Parcerias em Investimentos, responsável pelos processos de privatização no estado, teria um aumento de mais de 80% no orçamento.

Privatizações e precarização dos serviços

Os servidores alegam que as ações do governo demonstram uma prioridade em reduzir investimentos em políticas públicas, enquanto se amplia a estrutura voltada à entrega de serviços e patrimônios públicos à iniciativa privada. As privatizações da Sabesp, empresa de saneamento básico, e das linhas de trens da CPTM e do Metrô são apontadas como exemplos dessa política.

Após a privatização da Sabesp, moradores da região metropolitana de São Paulo têm denunciado problemas como falta d’água, água turva e com mau cheiro, além de aumentos nas contas e despejos irregulares de esgoto nos rios Tietê e Pinheiros. Já nas linhas privatizadas, usuários relatam falhas, atrasos e panes frequentes.

Impactos na educação e outras áreas

A situação na área da educação é considerada uma das mais graves, com relatos de um processo de atribuição de aulas problemático, demissão de professores, fechamento de salas no período noturno e exclusão de estudantes. Além disso, o governo tem expandido o modelo de militarização de escolas, já presente em mais de 100 unidades.

O funcionalismo também se posiciona contra a Reforma Administrativa estadual, vista como mais um ataque aos direitos dos servidores e à estrutura do serviço público. Outras denúncias incluem a concessão de isenções fiscais a empresas investigadas por suspeitas de corrupção e a implantação do sistema de pedágios “free flow”, que prevê a criação de 58 novas praças sem transparência sobre a arrecadação e os benefícios à sociedade.

Nesta sexta-feira também haverá mobilização, em frente ao Masp, dos professores do estado , que estão no segundo dia de paralisação.

Fonte:
CUT São Paulo
https://sp.cut.org.br/noticias/funcionalismo-publico-de-sao-paulo-convoca-mobilizacao-para-o-dia-10-de-abril-f382
Radar Democrático
Radar Democráticohttp://radardemocratico.com.br
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