O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), respondeu às acusações do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre o caso do Banco Master, afirmando que as fraudes investigadas ocorreram antes da atual gestão do Banco Central. Segundo informações da coluna de Paulo Cappelli do Metrópoles, Haddad fez uma alusão indireta a Roberto Campos Neto, ex-presidente do BC indicado por Jair Bolsonaro, durante o período em que as irregularidades vieram à tona.
Flávio Bolsonaro anunciou que buscará incluir Haddad e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, nas investigações da CPI do Banco Master. Em suas redes sociais, o senador alegou que o escândalo ocorreu “debaixo do nariz” de Haddad e Galípolo.
Em resposta à coluna do Metrópoles, Haddad declarou:
“Logo saberemos debaixo do nariz de quem as fraudes do Banco Master não apenas ocorreram, como foram promovidas”.
A declaração do ministro sugere que as investigações devem se concentrar no período anterior à sua gestão e à de Galípolo.
CPI e Investigações
Além de buscar a inclusão de Haddad e Galípolo na CPI do Banco Master, Flávio Bolsonaro também assinou o pedido de criação de uma CPI para investigar as relações dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
O senador declarou em suas redes sociais que pretende investigar qualquer suspeita de crime ou irregularidade, “não importa contra quem seja!”. Ele enfatizou que já havia assinado o pedido de CPI do Banco Master, além de pedidos de impeachment de outros ministros.
Sob a mira da PF, o Banco Master é suspeito de fraudes bilionárias que teriam ocorrido enquanto Campos Neto chefiava o Banco Central. O controlador da instituição, Daniel Vorcaro, foi preso recentemente como parte do desdobramento das investigações.


