Professores da rede estadual de São Paulo aprovaram uma greve de dois dias em 9 e 10 de abril, em resposta às políticas do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para a educação pública. A decisão foi tomada em assembleia da Apeoesp (Sindicato dos Professores) no dia 6 de março, que reuniu professores, estudantes e representantes de movimentos sociais na Avenida Paulista, em São Paulo.
A greve, denominada “Operação Braços Cruzados”, tem como objetivo pressionar o governo Tarcísio a negociar com a categoria e a reconsiderar medidas consideradas prejudiciais à educação e aos servidores. Segundo a deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta da Apeoesp, a greve é uma resposta aos “ataques recentes que o governo de Tarcísio de Freitas vem desferindo contra a educação pública e contra a categoria”.
Mobilização e Próximos Passos
No dia 9 de abril, a Apeoesp planeja promover diálogo nas escolas com professores, estudantes, pais e funcionários para informar sobre a campanha e os “ataques” do governo. No dia 10, será realizada uma nova assembleia estadual para avaliar a continuidade do movimento grevista.
A Apeoesp também intensificará visitas às escolas, promoverá a eleição de representantes em cada unidade e organizará assembleias populares por meio de comitês populares nas subsedes. Uma “Caravana da Educação e do Funcionalismo” percorrerá as regiões para ampliar a campanha e lançar os Comitês de Luta em todas as subsedes entre 16 de março e 10 de abril.
Reforma Administrativa da Educação
Outro ponto de pauta da Apeoesp é a luta pela retirada do projeto de lei 1316/2025, a Reforma Administrativa da Educação, da Assembleia Legislativa. A categoria planeja um ato em frente à Alesp no dia 11 de março, durante audiência pública para debater o projeto, que, segundo o sindicato, “institucionaliza pontos inaceitáveis, como a volta da falta dia, a avaliação de desempenho, a redução salarial por meio de descontos, a remoção ex-offício e outros ataques”.
A Apeoesp também critica o governo Tarcísio pela alta evasão escolar no ensino médio, que, segundo o sindicato, é resultado de políticas como a imposição de Escolas de Ensino Integral. A entidade exige a reabertura de classes do noturno e a abertura de classes de EJA (Educação de Jovens e Adultos).


