A possibilidade de aumento do preço da água em Campinas por conta de mais um projeto de privatização do governo Tarcísio de Freitas (Republicanos) provocou um debate na Câmara de Vereadores da cidade. A discussão se deu em torno da proposta de concessão do Sistema Adutor Regional das Bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (SAR-PCJ), idealizada pelo governo Tarcísio, de acordo com o Portal Porque.
O projeto de Tarcísio prevê a concessão, por 30 anos, da operação e manutenção de infraestruturas essenciais ao abastecimento hídrico da região à iniciativa privada. Entre os ativos incluídos na concessão estão os reservatórios das barragens de Pedreira e Duas Pontes, sendo esta última localizada em Amparo. Essas estruturas são parte de um conjunto de medidas planejadas para fortalecer o abastecimento na região de Campinas, abrangendo a implementação de um sistema de distribuição de água armazenada e a operação de uma unidade de tratamento de resíduos do rio Camanducaia.
O vereador Wagner Romão (PT), que presidiu a subcomissão de Segurança Hídrica da Comissão Permanente de Meio Ambiente, ressaltou a importância de aprofundar o debate para garantir que o projeto não cause prejuízos aos moradores.
“O momento exige aprofundar o debate para garantir que o projeto não prejudique os moradores. Há dúvidas sobre os impactos tarifários e também sobre o momento em que essa concessão está sendo discutida”, afirmou Romão.
A principal preocupação levantada é a possibilidade de aumento no custo da água para a população.
Questionamentos e convidados
Para a reunião na Câmara, foram convidados representantes de diversos órgãos ligados à gestão de recursos hídricos, incluindo a Agência das Bacias PCJ, a Sabesp, a Sanasa, prefeitos, presidentes de câmaras municipais e representantes de serviços de água das 20 cidades que integram a Região Metropolitana de Campinas.
Romão também questiona a criação do sistema adutor um ano antes da renovação da outorga do Sistema Cantareira e defende a necessidade de participação da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) no processo, considerando que parte dos rios envolvidos possui caráter interestadual. Atualmente, a Sanasa capta água no rio Atibaia sem custos diretos, uma situação que pode ser alterada com a implementação da concessão, que pode exigir a compra de água proveniente do reservatório de Pedreira.


