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“Novos manicômios”: SP destina verbas a comunidades terapêuticas e abandona Caps, aponta estudo

Comunidade Terapêutica. Foto: MNPCT/Divulgação

Sob a gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos), o estado de São Paulo consolida um projeto que substitui a saúde pública e a ciência por instituições de cunho religioso e métodos repressivos. Um levantamento da Iniciativa Direito à Memória e Justiça Racial (IDMJR) revela que a política sobre drogas no estado concentra 95% de seu orçamento — aproximadamente R$ 98 milhões — em casas e comunidades terapêuticas.

O montante representa um salto de 85% no investimento em relação ao ano anterior, configurando o que especialistas chamam de “lucro sobre o serviço essencial” em detrimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

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O desmonte da rede psicossocial

De acordo com Fransergio Goulart, historiador e diretor executivo da IDMJR, essas comunidades terapêuticas funcionam como “manicômios da atualidade”. O investimento desproporcional nestas instituições privadas e confessionais promove um desmonte dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que são os equipamentos públicos focados em redução de danos e tratamento humanizado.

Enquanto o governo Tarcísio alega buscar um “cuidado integral”, relatórios do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT), citados em levantamentos recentes, pintam um cenário de horror: denúncias de cárcere privado, trabalho escravo, isolamento como punição e a imposição de doutrinação religiosa forçada sob o pretexto de tratamento.

 

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