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SP dá 50 votos para a dosimetria; confira a posição de cada parlamentar

Votação do Congresso Nacional. Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

Em uma articulação que consolida um grave retrocesso institucional no país, o Congresso Nacional derrubou o veto do presidente Lula ao PL 2162/23, conhecido como “PL da Dosimetria”, garantindo a redução de penas para os envolvidos na tentativa de golpe de 8 de janeiro. O resultado geral no Parlamento — 318 votos a 144 na Câmara e 49 a 24 no Senado — teve na bancada de São Paulo um de seus principais pilares de apoio: 49 deputados federais paulistas e o senador Marcos Pontes (PL) votaram decisivamente pela derrubada do veto, assegurando benefícios penais que atingem desde os invasores da Praça dos Três Poderes até a cúpula do governo anterior.

O posicionamento majoritário dos representantes de SP — estado que deveria liderar a defesa das instituições — revela a força de uma agenda que, sob o pretexto de “proporcionalidade”, prioriza o privilégio penal e uma anistia disfarçada em detrimento do rigor necessário contra ataques à nossa democracia. O relator da proposta, o deputado paulista Paulinho da Força (Solidariedade), defendeu a derrubada do veto afirmando que: “Manter este veto é compactuar com o erro e fechar os olhos para exageros, é aceitar que o Parlamento não vale nada”.

Em contrapartida, vozes em defesa da democracia denunciaram o caráter casuístico da medida. O líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai, alertou que “quando o processo legislativo é mobilizado para reduzir consequências penais de fatos concretos, praticados por agentes políticos determinados, a lei perde sua natureza impessoal e se converte em instrumento de proteção de aliados”. Já a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou a condução da sessão, afirmando que o fatiamento da votação “fere a Constituição”.

O impacto social é profundo: a nova regra prevê que, em crimes praticados no mesmo contexto, prevaleça a pena mais grave em vez da soma das punições, o que beneficiará diretamente quem atentou contra a República. Enquanto o autor do projeto, Marcelo Crivella, alega buscar justiça para os que chama de “massa de manobra”, a deputada Maria do Rosário rebateu que os defensores do projeto “nunca se preocuparam” com essas pessoas, mas sim com a impunidade das lideranças.

Confira abaixo como votou cada parlamentar de São Paulo.

O voto “NÃO” derrubou o veto (favorável à redução das penas), enquanto o voto “SIM” buscou manter a punição rigorosa.

Deputados Federais (SP)

  • Votaram NÃO (Pela redução das penas):
    Adilson Barroso (PL),
  • Adriana Ventura (Novo),
  • Alex Manente (Cidadania),
  • Alexandre Leite (União),
  • Antonio Carlos Rodrigues (PL),
  • Arnaldo Jardim (Cidadania),
  • Baleia Rossi (MDB),
  • Bruno Ganem (Podemos),
  • Capitão Augusto (PL),
  • Carlos Sampaio (PSD),
  • Celso Russomanno (Republicanos),
  • Cezinha de Madureira (PL),
  • David Soares (Podemos),
  • Delegado da Cunha (União),
  • Delegado Palumbo (Podemos),
  • Delegado Paulo Bilynskyj (PL),
  • Fábio Teruel (MDB),
  • Fausto Pinato (União),
  • Felipe Becari (Podemos),
  • Gilberto Nascimento (Podemos),
  • Guilherme Derrite (PP),
  • Jefferson Campos (PL),
  • João Cury (MDB),
  • Kim Kataguiri (Missão),
  • Luiz Carlos Motta (PL),
  • Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PL),
  • Marangoni (Podemos),
  • Marcio Alvino (PL),
  • Maria Rosas (Republicanos),
  • Mario Frias (PL),
  • Mauricio Neves (PP),
  • Miguel Lombardi (PL),
  • Milton Vieira (Republicanos),
  • Missionário José Olimpio (PL),
  • Paulinho da Força (Solidariedade),
  • Paulo Alexandre Barbosa (PSDB),
  • Paulo Freire Costa (PL),
  • Pr. Marco Feliciano (PL),
  • Renata Abreu (Podemos),
  • Ribamar Silva (Podemos),
  • Ricardo Salles (Novo),
  • Rodrigo Gambale (Podemos),
  • Rosana Valle (PL),
  • Rosangela Moro (PL),
  • Saulo Pedroso (PSD),
  • Simone Marquetto (PP),
  • Tiririca (PSD),
  • Vinicius Carvalho (PL),
  • Vitor Lippi (PSD).

Votaram SIM (Contra a redução das penas):

  • Alencar Santana (PT),
  • Alfredinho (PT),
  • Arlindo Chinaglia (PT),
  • Carlos Zarattini (PT),
  • Erika Hilton (PSOL),
  • Jilmar Tatto (PT),
  • Juliana Cardoso (PT),
  • Kiko Celeguim (PT),
  • Luiza Erundina (PSOL),
  • Marina Silva (Rede),
  • Nilto Tatto (PT),
  • Orlando Silva (PCdoB),
  • Paulo Teixeira (PT),
  • Professora Luciene Cavalcante (PSOL),
  • Rui Falcão (PT),
  • Sâmia Bomfim (PSOL),
  • Sônia Guajajara (PSOL),
  • Tabata Amaral (PSB).

Não Votaram (ausentes na votação):

  • Delegado Bruno Lima (Podemos)
  • Jonas Donizette (PSB)

Senadores (SP)

Astronauta Marcos Pontes (PL): Votou NÃO (Pela redução das penas).
Giordano (MDB): Não votou.
Mara Gabrilli (PSD): Não votou.

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