O sindicato dos Metroviários de São Paulo aceitou a proposta do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) e cancelou a greve que estava prevista para iniciar nesta quarta-feira (13). A decisão foi tomada em assembleia encerrada pouco antes das 22h00 de terça-feira (12). Apesar da suspensão da paralisação, os trabalhadores reiteraram que a mobilização em defesa dos direitos da categoria continuará. “A gente continua a nossa luta, a nossa campanha por concurso público, contratação e pelas resoluções das questões do Metrus”, afirmou um líder sindical à CNN Brasil.
A categoria reivindicava melhores condições de trabalho, mudanças no plano de saúde Metrus e a realização de concursos públicos. No total, a pauta apresentada continha 11 demandas. Os metroviários expressaram insatisfação com a redução do quadro de funcionários, que, segundo o sindicato, hoje opera com metade do número de pessoas comparado a dez anos atrás, apesar de o trabalho ser executado com excelência.
O sindicato também criticou a postura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, em relação à suspensão de concursos públicos para determinados cargos. A entidade sindical alega que o governo pretende preencher essas vagas por meio de terceirização.
Entre as reivindicações específicas dos metroviários estão reajuste salarial, participação nos lucros e resultados (PLR) igualitária, concessão de steps sem limitação percentual, ampliação da escala 4x2x4, plano de carreira, isonomia salarial, abono e gratuidade no sistema metroferroviário. Com a suspensão da greve, as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata do Metrô operam normalmente nesta quarta-feira. A mobilização contra a privatização e em defesa da pauta geral permanece ativa.
