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Bancários definem pauta de reivindicações para Campanha Nacional Unificada

Foto: Contraf-CUT, divulgação

A 28ª Conferência Nacional dos Bancários, realizada em São Paulo, concluiu seus trabalhos no domingo (21) com a aprovação da pauta de reivindicações da Campanha Nacional Unificada. O documento, construído a partir de conferências estaduais, regionais, congressos dos bancos e uma consulta nacional com mais de 54 mil trabalhadores, será entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) na quarta-feira, 24 de junho. O principal objetivo é a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria.

Mais de 630 delegados e convidados, representando bancários de todo o país, participaram da conferência. A construção da pauta foi um processo democrático e abrangente, envolvendo debates ao longo de meses. A Consulta Nacional dos Bancários deste ano registrou um número recorde de participações, com 54.952 respondentes. “Foram recebidas mais de 70 propostas, e a grande maioria foi incorporada à minuta de reivindicações”, explicou Jefferson Martins Oliveira, assessor jurídico da Contraf-CUT.

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Principais Reivindicações da Categoria

A pauta aprovada pela categoria bancária abrange diversas frentes de atuação, visando melhorias nas condições de trabalho e na remuneração. Entre as principais reivindicações estão um aumento real de 5% no salário e nas demais verbas, como participação nos lucros e resultados (PLR), vale alimentação (VA) e vale refeição (VR). A luta pelo fim das metas abusivas e a manutenção do formato atual da PLR, com percentual do salário mais parcela fixa e adicional, também são pontos centrais. A defesa do emprego bancário, a manutenção dos direitos conquistados e a preservação dos bancos públicos também compõem a lista. A pauta busca, ainda, uma distribuição mais equitativa dos ganhos gerados pelas novas tecnologias e o fim do monitoramento excessivo no teletrabalho, garantindo a privacidade dos bancários.

Eixos de Luta Política e Moções Aprovadas

Além da pauta econômica e de condições de trabalho, os delegados definiram eixos de luta política para o próximo período. Estes incluem a defesa de um sistema financeiro mais regulado, a importância das eleições de 2026 com apoio a candidaturas comprometidas com a classe trabalhadora, e a organização do movimento sindical. As moções aprovadas abordam a defesa da dignidade e valorização dos trabalhadores aposentados e idosos no setor, a demanda por uma dupla missão para o Banco Central – estabilidade de preços e proteção de emprego –, o repúdio a práticas antissindicais e à precarização do trabalho no Santander, e manifestam solidariedade ao povo bolivariano e a Cuba, com luta contra o imperialismo.

Resoluções Contra Ataques à Democracia e à Soberania Nacional

As resoluções da conferência reforçam o posicionamento da categoria contra ataques à democracia e à soberania nacional, manifestando apoio à reeleição do presidente Lula. Há também forte oposição à PEC 65/2023, que trata da independência do Banco Central, vista como uma medida que afasta a instituição do controle democrático e prioriza interesses do setor financeiro. A resolução também se posiciona contra a “porta-giratória” no Banco Central e a favor da redução dos juros bancários.

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