Os dois pré-candidatos ao governo de São Paulo reagiram de maneiras diferentes ante à nova ameaça de tarifaço do governo Trump, nos Estados Unidos, sobre produtos brasileiros. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que deve disputar a reeleição, se mostrou perdido com a nova imposição: “não faz o menor sentido”. Já o ex-ministro da fazenda, Fernando Haddad (PT) foi para cima: “Flávio Bolsonaro foi beijar as mãos do Trump enquanto ele taxa as empresas brasileiras e ataca o PIX”,
Haddad (PT) lembrou a recente aproximação de Flávio com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump seguida da proposta americana de impor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras, que também incluiu o sistema de pagamento PIX em uma investigação comercial. Haddad enfatizou a importância do PIX como um sistema brasileiro, gratuito e público, contrastando-o com o que ele descreveu como a defesa de interesses estrangeiros pela extrema-direita.
A investigação aberta por Washington abrange diversos setores, incluindo comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e desmatamento ilegal. O USTR alega que políticas brasileiras relacionadas a serviços de pagamento eletrônico podem prejudicar empresas americanas atuantes em mercados concorrentes. A aproximação pública entre Donald Trump e Flávio Bolsonaro, evidenciada por uma foto divulgada pelo ex-presidente americano descrevendo o senador como “um jovem inteligente que ama muito o seu país”, ganhou destaque no contexto dessa disputa comercial.
Críticas à taxação e defesa da soberania nacional
Já o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também criticou a possível tarifa imposta pelos Estados Unidos. Em entrevista coletiva, ele declarou que a medida “não faz o menor sentido” e contraria a história de prosperidade americana, construída sobre o livre mercado e a competitividade. Tarcísio expressou preocupação com os impactos diretos sobre a economia brasileira, afetando agronegócio, indústria, empresas e empregos. Ele questionou, inclusive, a cobrança americana sobre questões ambientais como o desmatamento, pedindo que os EUA observem suas próprias práticas. O governador ressaltou a necessidade de atuação diplomática para defender os interesses do Brasil.
