Início Manchete Tarcísio faz maquiagem de dados para “melhorar” a educação em SP, aponta...

Tarcísio faz maquiagem de dados para “melhorar” a educação em SP, aponta TCE

Foto: Paulo Guereta / Governo do Estado de SP

Enquanto a propaganda oficial do Palácio dos Bandeirantes tenta vender uma revolução na educação paulista, com uso de plataformas digitais, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) acendeu um alerta vermelho sobre a “falsa sensação de sucesso” pedagógico que esconde um retrocesso profundo. A análise das contas de 2025 do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) revela uma gestão que prioriza métricas de marketing em detrimento da aprendizagem real, sustentada por um exército de professores precarizados e salas de aula superlotadas que asfixiam o ensino, especialmente no interior.

O ponto mais escandaloso da auditoria operacional do TCE é a discrepância abissal entre os índices de alfabetização divulgados pelo Estado, sob o comando do secretário de Educação Renato Feder, e os indicadores federais. Segundo o Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), 95,8% das crianças estariam alfabetizadas ao final do segundo ano do ensino fundamental. No entanto, o indicador do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) desmente a euforia oficial: a realidade é que apenas 65,8% dos alunos atingiram esse patamar.

Receba nossas notícias

Para o conselheiro Carlos Cezar, essa “maquiagem” é perigosa para o futuro de uma geração:

“Ao fornecer diagnósticos excessivamente otimistas e métricas desalinhadas, o SARESP pode induzir intervenções insuficientes ou descoladas das reais necessidades”.

A fiscalização detectou que, em mais de 60% das escolas, crianças avaliadas como proficientes pelo Estado ainda se encontravam em estágios iniciais, como o pré-silábico, evidenciando uma desconexão entre a prova e a sala de aula.

Professores “descartáveis” e fora de área

O governo Tarcísio trata o corpo docente como recurso temporário e descartável. Atualmente, 47,6% dos professores da rede estadual possuem vínculos temporários, um índice quase cinco vezes superior ao limite de 10% estabelecido pelo Plano Nacional de Educação. Essa rotatividade impede a criação de vínculos pedagógicos estáveis, essenciais para o aprendizado.

A precarização avança também sobre a qualidade técnica: o percentual de docentes no ensino médio atuando fora de sua área de formação específica saltou para 41,1%. Além disso, o relator das contas de 2025 do governador no TCE, conselheiro Marco Aurélio Bertaiolli, destacou que a falta de apoio pedagógico é crônica, com 80% das unidades analisadas sem a quantidade mínima de visitas presenciais de especialistas em currículo.

Escolas quentes e salas superlotadas

A negligência material é outra marca da gestão. Em um estado assolado por ondas de calor extremo, apenas 20% das escolas estaduais estão climatizadas, uma distância enorme da meta de 60% prometida para 2027. O aprendizado é ainda mais prejudicado pela superlotação: o TCESP identificou 2.303 turmas em situação irregular, com excesso de alunos, o que, segundo a auditoria, tem impacto direto e negativo nos níveis de alfabetização.

1 COMENTÁRIO

  1. Não dá pra acreditar nos níveis de aprovação desse cara! Está todo mundo cego? Ou essa propaganda, essa lavagem cerebral dele realmente funciona? Isso dá uma revolta, um nojo!!!

FAÇA UM COMENTÁRIO

Por favor, escreva seu comentário!
Por favor, escreva seu nome

Sair da versão mobile