A expressão “O que acontece na sala 2601” tornou-se um tema viral nas redes sociais em outubro de 2026. Ela faz referência a uma campanha de buscas impulsionada por opositores políticos para dar visibilidade a uma investigação jornalística sobre um endereço comercial compartilhado no Distrito Federal.
A sala em questão fica no Edifício Connect Towers, em Águas Claras (DF), e está no centro de apurações envolvendo conexões políticas e financeiras:
- Endereço Compartilhado: O local é registrado como a sede fiscal da Bravo Grafeno, empresa de comércio de capacetes cujos sócios incluem o senador Flávio Bolsonaro e seu irmão, Carlos Bolsonaro.
- Vínculo com Investigados: O mesmo espaço consta como o endereço cadastral de ao menos 16 empresas ligadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Antunes é apontado pela Polícia Federal como um dos operadores de um esquema bilionário de fraudes e descontos associativos indevidos contra aposentados (alvo da Operação Sem Desconto).
- Ligações Contábeis: Além do espaço físico, a empresa e o escritório de advocacia de Flávio Bolsonaro utilizavam os serviços da Voga Serviços Contábeis, cujo proprietário, Alexandre Caetano dos Reis, também realizava a contabilidade de firmas ligadas ao operador do esquema do INSS.
O que diz a defesa
A assessoria do senador Flávio Bolsonaro nega qualquer tipo de irregularidade ou envolvimento com o esquema de fraudes. A defesa argumenta que o compartilhamento do endereço se justifica pelo fato de o local funcionar sob o modelo de coworking (onde diferentes empresas compartilham a mesma infraestrutura fiscal ou física) e classifica a repercussão do caso como uso político e tentativa de espalhar desinformação em período eleitoral.
