Uma retrospectiva dos principais conflitos políticos de 2025 que reafirma o jornalismo do Radar como memória ativa da democracia, registrando fatos, disputas e resistências que não podem ser apagados.
Por Radar Democrático
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Em um contexto político marcado pela tentativa permanente de normalizar retrocessos, diluir responsabilidades e apagar conflitos, lembrar tornou-se um ato político em si. Para o Radar Democrático, veículo comprometido com o debate público qualificado, democrático e progressista sobre a política no estado de São Paulo, a memória não é nostalgia: é instrumento de disputa política.
Ao longo de 2025, o Radar assumiu conscientemente o papel de registrar aquilo que não pode ser esquecido: decisões de governo, ataques a políticas públicas, mobilizações sociais, disputas institucionais e resistências coletivas. Esta retrospectiva é, portanto, um exercício editorial de rememoração — porque os fatos políticos não passam, eles acumulam efeitos.
Educação pública, parlamento e disputa de projetos
A atuação parlamentar em defesa da educação pública teve destaque constante na cobertura do Radar Democrático. Em meio ao avanço de políticas autoritárias e militarizantes, o site registrou o embate travado na Assembleia Legislativa contra o modelo das escolas cívico-militares.
Ao dar visibilidade a esse enfrentamento — que envolveu também o Ministério Público e organismos internacionais — o deputado estadual Carlos Giannazi efetivou uma disputa central sobre o sentido da educação pública e democrática em São Paulo.
ONU e Ministério Público na batalha contra as escolas cívico-militares em SP – https://radardemocratico.com.br/2025/06/onu-e-ministerio-publico-na-batalha-contra-as-escolas-civico%E2%80%91militares-em-sp/
Ainda no campo educacional, o Radar expôs os efeitos concretos da precarização estrutural das redes públicas, como o déficit de assistentes para alunos com deficiência — tema recorrente durante 2025.
Escolas municipais de SP têm déficit de 4 mil assistentes de alunos com deficiência – https://radardemocratico.com.br/2025/10/escolas-municipais-de-sp-tem-deficit-de-4-mil-assistentes-de-alunos-com-deficiencia/
Universidades e institutos públicos de pesquisa, ADunicamp e APqC na defesa da ciência pública
No ensino superior, o Radar Democrático cumpriu papel central ao amplificar o alerta da ADunicamp sobre os riscos impostos à universidade pública diante de políticas de desfinanciamento, perda de autonomia e precarização institucional.
Ao registrar a posição da entidade docente, o Radar reafirmou que a ciência pública é tema político estratégico, e que seu sucateamento precisa ser permanentemente lembrado — sobretudo quando governos tentam tratá-lo como ajuste técnico.
Universidade pública é resistência: associações docentes lutam para que ela exista – https://radardemocratico.com.br/2025/06/adunicamp-alerta-para-riscos-a-universidade-publica/
O desmonte neoliberal também coloca em risco os institutos de pesquisa de São Paulo — é o alerta feito pela APqC, durante o seminário “Negacionismo Científico em São Paulo”, promovido em parceria com o Radar, Adunicamp, APqC e SINPAF-Jaguariúna-Campinas.
Desmonte neoliberal coloca em risco os institutos de pesquisa de São Paulo – https://radardemocratico.com.br/2025/10/desmonte-neoliberal-coloca-em-risco-os-institutos-de-pesquisa-de-sao-paulo/ Radar Democrático
Saúde pública, SindSaúde-SP e a resistência organizada
A saúde pública foi um dos eixos mais presentes na cobertura de 2025. O Radar Democrático acompanhou de forma sistemática a atuação dos movimentos e instituições em defesa do SUS, como o SindSaúde-SP, revelando o agravamento das condições de trabalho, o descumprimento de acordos e a escalada de mobilizações contra o governo estadual.
Profissionais da saúde em SP aprovam intensificação das mobilizações contra o governo estadual – https://radardemocratico.com.br/2025/12/profissionais-da-saude-em-sao-paulo-aprovam-intensificacao-das-mobilizacoes-contra-o-governo-estadual/
A paralisação de dois dias dos trabalhadores da saúde, conhecida como a greve do “vale-coxinha”, foi tratada pelo Radar como um fato político revelador do esgotamento do SUS paulista, e não como episódio isolado.
Vale coxinha: por que trabalhadores da saúde pararam por dois dias em SP – https://radardemocratico.com.br/2025/10/vale-coxinha-por-que-trabalhadores-da-saude-pararam-por-dois-dias-no-estado-de-sp/
Outro marco foi a denúncia sobre o risco enfrentado pelo primeiro CAPS do Brasil, símbolo histórico da política antimanicomial, tema que mobilizou trabalhadores, usuários e e políticos.
Primeiro CAPS do Brasil está em risco – https://radardemocratico.com.br/2025/12/primeiro-caps-do-brasil-esta-em-risco/
Jornalismo, violência política e adoecimento mental
Entre as reportagens mais contundentes do ano está a que revelou o adoecimento mental dos jornalistas em São Paulo. Ao tratar o tema como questão política — e não individual — o Radar Democrático evidenciou os efeitos da violência, do assédio e da hostilidade institucional sobre a liberdade de imprensa.
Grave: violência e adoecimento mental dos jornalistas em São Paulo – https://radardemocratico.com.br/2025/06/grave-violencia-e-adoecimento-mental-dos-jornalistas-em-sao-paulo/
Lembrar essa matéria é reafirmar um princípio básico: não há democracia possível sem jornalismo protegido, crítico e socialmente valorizado.
Democracia, instituições e mobilização social
O Radar Democrático também esteve atento às grandes disputas institucionais de 2025, como a mobilização nacional contra a chamada PEC da Bandidagem e propostas de anistia que buscavam relativizar ataques ao Estado Democrático de Direito.
Domingo é dia de mobilização contra a anistia golpista e a PEC da Bandidagem – https://radardemocratico.com.br/2025/09/domingo-e-dia-de-mobilizacao-contra-anistia-golpista-e-a-pec-da-bandidagem-e-por-direitos-sociais/
Ao registrar essas mobilizações, o Radar cumpriu sua função de preservar a memória das resistências democráticas, frequentemente apagadas ou deslegitimadas no noticiário tradicional.
Para não esquecer: o sentido do Radar Democrático
A memória é um território de disputa política. Esquecer beneficia quem governa sem prestar contas; lembrar fortalece quem luta por direitos. Em 2025, o Radar Democrático reafirmou sua missão de ser mais do que um repositório de notícias: um arquivo vivo das lutas, conflitos e escolhas políticas do presente.
Esta retrospectiva é um convite à lembrança ativa. Porque lembrar é condição para compreender — e compreender é condição para transformar.
Para não esquecer.
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