Início Manchete Erika Hilton aciona TCE contra Tarcísio por falta de medicamentos no interior...

Erika Hilton aciona TCE contra Tarcísio por falta de medicamentos no interior de SP e destaca risco à saúde pública

Deputada Erika Hilton aciona os órgãos de controle e cobra responsabilidades do governo de São Paulo diante de denúncias sobre falhas no fornecimento de medicamentos. O debate sobre o papel do Estado na garantia do direito à saúde ganha força nas ruas e nas instituições. Foto: Lula Marques/Agência Brasil.

Deputada do PSOL denuncia desabastecimento contínuo de remédios essenciais no SUS paulista e liga omissão do governo às falhas estruturais no acesso à saúde.

Por Radar Democrático

Receba nossas notícias

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou nesta 8 de janeiro uma representação junto ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) por abandono no fornecimento de medicamentos essenciais no interior paulista, afirmando que a falta de remédios usados em tratamentos contínuos é um problema persistente que ameaça diretamente a vida de milhares de pacientes.

Medicamentos em falta e risco à vida

Hilton afirma que o desabastecimento de medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (CEAF) atinge cidades como Presidente Prudente, Jundiaí, Sumaré, Indaiatuba, Votorantim e Mogi Guaçu, deixando pacientes com doenças graves como câncer, diabetes, Alzheimer, Parkinson e epilepsia sem acesso aos tratamentos indispensáveis.

Judicialização e falhas na política estadual de saúde

A denúncia também chama atenção para o aumento da judicialização da saúde em São Paulo, reflexo direto da falta de medicamentos. Pacientes têm recorrido ao Judiciário para garantir acesso a remédios que deveriam ser oferecidos pelo SUS estadual — cenário que, para a parlamentar, revela uma falha de gestão com consequências concretas para a população.

Por que isso importa

A situação ganhou maior gravidade após a extinção da Fundação para o Remédio Popular (FURP), que historicamente desempenhava papel estratégico na produção e no abastecimento de medicamentos em São Paulo. Desde então, secretarias municipais de saúde relatam atrasos na entrega, falta de previsibilidade e dificuldades para manter estoques mínimos, especialmente em cidades do interior com menor capacidade administrativa e orçamentária.

Receba o Radar pelo whatsapp, clicando aqui.

NENHUM COMENTÁRIO

FAÇA UM COMENTÁRIO

Por favor, escreva seu comentário!
Por favor, escreva seu nome