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Saúde lidera a extinção de cargos em São Paulo

O Decreto nº 70.410/2026, publicado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, extingue milhares de cargos no serviço público estadual. A área mais impactada é a Secretaria da Saúde, com quase 11 mil cargos e funções-atividades a menos, seguida por Secretaria de Agricultura e Abastecimento e Secretaria da Educação. Os números reacendem o debate sobre os impactos da reestruturação administrativa na oferta de serviços essenciais à população paulista. Foto: Divulgação/Governo de SP

Por Radar Democrático 

 

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O governo de São Paulo publicou no Diário Oficial o Decreto 70.410/2026, que determina a extinção de cargos, funções-atividades e empregos públicos em diversas áreas do serviço público estadual. A medida foi justificada pela administração como parte de um esforço de “modernização da gestão e eficiência fiscal”, mas os números oficiais mostram um impacto concentrado em áreas essenciais, especialmente na Saúde Pública.

Do Anexo III do decreto, que lista cargos e funções-atividades a serem extintos nas Secretarias de Estado, Procuradoria Geral do Estado e Fundo Social de São Paulo, os dados consolidados revelam uma profunda desproporção entre áreas estratégicas do Estado — em especial a área da saúde pública.

Ranking das secretarias que mais perdem cargos

Secretaria / ÓrgãoCargos extintos
Saúde10.777
Agricultura e Abastecimento2.715
Educação2.616
Administração Penitenciária1.370
Fazenda e Planejamento1.069
Segurança Pública633
Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística507
Esportes323
Desenvolvimento Econômico202
Gestão e Governo Digital194
Casa Civil118
Fundo Social de São Paulo96
Desenvolvimento Social89
Justiça e Cidadania54
Parcerias em Investimentos36
Transportes Metropolitanos8
Cultura, Economia e Indústrias Criativas4
Procuradoria Geral do Estado4

Fonte: Anexo III do Decreto nº 70.410/2026 (Alesp).

Saúde: quase 11 mil cargos extintos

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo aparece com uma eliminação de 10.777 cargos e funções-atividades, muito acima de qualquer outra área — quase quatro vezes mais que Educação e Agricultura, que vêm na sequência. Esse número inclui desde auxiliares técnicos e agentes de apoio à pesquisa científica até técnicos de enfermagem e outros profissionais de assistência.

Esse impacto pode representar prejuízos diretos ao funcionamento de serviços públicos de atendimento à população, sobretudo se considerarmos que muitos dos cargos extintos não são vagos e acabam por não ser preenchidos em caso de vacância.

Educação e Agricultura também são duramente afetadas

Embora bem atrás de Saúde em absoluto, as Secretarias da Agricultura e da Educação somam mais de 5.300 cargos extintos combinados:

  • Agricultura e Abastecimento: 2.715
  • Educação: 2.616

Cortes nesse patamar, especialmente em Educação, podem refletir redução de capacidade de suporte técnico e de manutenção de serviços essenciais em escolas, unidades educacionais e programas de assistência social.

O Decreto nº 70.410/2026 efetiva uma das maiores eliminações de cargos na história recente do Estado de São Paulo, e os números oficiais mostram que áreas essenciais como Saúde, Educação e Agricultura estão no centro dessa mudança. A falta de justificativas detalhadas para o impacto social e a ausência de planos públicos de mitigação geram preocupações legítimas entre especialistas, servidores e cidadãos sobre a qualidade e a continuidade dos serviços públicos.

 

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