terça-feira, 24/03/2026
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Banco Master, Fabiano Zettel e a doação de R$ 2 milhões para Tarcísio de Freitas

Fabiano Zettel, operador investigado, foi o maior doador individual da campanha de Tarcísio em 2022.

A principal conexão direta entre o governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o grupo econômico do Banco Master ocorre por meio de Fabiano Zettel, advogado e pastor (atualmente afastado) da Igreja Batista da Lagoinha. Zettel é cunhado de Daniel Vorcaro, o controlador do Banco Master.

Nas eleições de 2022, Zettel foi o maior doador individual (pessoa física) da campanha de Tarcísio de Freitas, aportando R$ 2 milhões. Ele também doou R$ 3 milhões à campanha de Jair Bolsonaro (PL). A doação de Zettel representou cerca de 5,18% de todo o montante arrecadado por Tarcísio naquele ano.

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O assunto ganhou mais visibilidade com a Operação Compliance Zero; uma investigação de grande escala conduzida pela Polícia Federal (PF) e pelo Ministério Público Federal (MPF). O foco central da operação é desarticular possivelmente a maior fraude da história do sistema financeiro brasileiro, envolvendo o Banco Master e um esquema sofisticado de desvio de recursos, corrupção e lavagem de dinheiro.

No início deste ano, a operação apontou Zettel como um possível operador central do esquema. Ele foi preso temporariamente em janeiro de 2026 ao tentar embarcar para Dubai. A PF investiga se os recursos doados tinham origem em fraudes financeiras ligadas ao Banco Master.

No 21 de março de 2026, revelou-se que Zettel recebeu R$ 485 milhões de uma empresa investigada no esquema. Mensagens interceptadas sugerem transações financeiras com menções diretas a políticos.

Além das doações, a relação entre o governo e o banco ganhou novos contornos após a privatização da EMAE (Empresa Metropolitana de Águas e Energia), realizada pela gestão Tarcísio em 2024. A empresa foi vendida para o fundo Phoenix FIP. No entanto, auditorias posteriores revelaram que, logo após a desestatização, a EMAE utilizou cerca de R$ 160 milhões de seu caixa para comprar debêntures do Banco Master.

É muito questionável o fato de uma empresa recém-privatizada pelo Estado ter direcionado recursos vultosos justamente para a instituição financeira ligada à família do maior doador de campanha do governador.

A Polícia Federal continua analisando mensagens trocadas entre Vorcaro e Zettel que mencionariam nomes de políticos, buscando confirmar se houve contrapartidas pelas doações realizadas. O fato é que o grande capital continua interferindo ou até definindo rumos de eleições, sobretudo para o avanço da extrema direita e enfraquecimento da democracia.

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