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Tarcísio diz que tentará a reeleição e declara apoio Flávio Bolsonaro

Para o bem da família Bolsonaro, Tarcísio diz que fica em São Paulo. Foto: Celio Messias / Governo SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), assegurou nesta sexta-feira (23) que não renunciará ao cargo em abril e manifestou seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Palácio do Planalto nas próximas eleições. Segundo informações da CNN Brasil, Tarcísio reafirmou sua lealdade ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e justificou sua decisão de apoiar Flávio.

Tarcísio foi enfático ao declarar seu apoio a Flávio, seguindo a indicação do ex-presidente. “Sempre falei do meu carinho, da minha lealdade, ao presidente Bolsonaro e dizia: ‘O meu candidato é o Bolsonaro ou quem ele indicar’. Ele indicou o Flávio. Então, quem é o meu nome a partir de agora? É o Flávio Bolsonaro”, afirmou o governador.

O governador também garantiu que permanecerá no comando do Executivo paulista, descartando qualquer possibilidade de renúncia. “O que vai acontecer em abril? Nada. Vou continuar tocando o barco, não vou apresentar carta de renúncia, não vou me descompatibilizar, focarei num projeto de longo prazo em São Paulo e ajudarei o Flávio nessa caminhada”, explicou Tarcísio.

Cancelamento da Visita a Bolsonaro

Na noite de quinta-feira (22), Tarcísio se manifestou sobre o cancelamento de uma visita previamente agendada a Jair Bolsonaro na Papudinha, em Brasília, onde o ex-presidente está preso. De acordo com a CNN Brasil, a visita foi cancelada após Flávio Bolsonaro declarar que seu pai pretendia receber Tarcísio para pressioná-lo a apoiar explicitamente sua candidatura ao Planalto e a estratégia nacional do grupo político.

Publicamente, Tarcísio alegou “motivos de agenda” para cancelar a viagem. No entanto, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou o governador a visitar Bolsonaro na próxima quinta-feira (29). “[O] cancelamento [da visita] é uma questão de agenda. Quando você marca uma visita, o tribunal [STF] estabelece uma data. Pode acontecer que aquela data não seja possível por uma razão qualquer. Na quinta-feira da semana que vem, estarei lá para dar um abraço no meu amigo”, reiterou Tarcísio.

No entanto, a agenda de Tarcísio para dia 22, quando faria a visita estava aparentemente sem nenhum compromisso inadiável. No portal do governo havia apenas um compromisso: despachos internos, das 13h às 19h, no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo.

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