Estado de greve no Metrô de São Paulo

Decisão foi tomada em assembleia após impasse sobre plano de carreira, terceirização e concursos públicos.

Por Radar Democrático

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Os metroviários de São Paulo rejeitaram a proposta de Plano de Carreira apresentada pela empresa Metrô e, em assembleia realizada no dia 4 de fevereiro de 2026, decidiram decretar estado de greve. A decisão marca um novo momento de mobilização da categoria diante da recusa da direção em iniciar negociações abrangentes sobre as principais reivindicações dos trabalhadores.

Segundo informações do Sindicato dos Metroviários, a assembleia debateu a postura da empresa, que não abriu canal de negociação satisfatório em pontos considerados centrais pelos trabalhadores. Entre as pautas destacadas estão a exigência de pagamento dos STEPs para todos os trabalhadores, a oposição à terceirização da manutenção e a defesa de contratação por concurso público, temas que, para a categoria, são essenciais para a valorização do trabalho no sistema e para a qualidade do transporte público.

O sindicato informou que a decisão de entrar em estado de greve tem o objetivo de pressionar a empresa a retomar o diálogo e considerar as demandas apresentadas pela base. A mobilização inclui também a ampliação de ações de campanha, como o uso de camisetas de campanha entre os dias 10 e 12 de fevereiro, com nova assembleia convocada para o dia 11 de fevereiro para avaliação dos próximos passos.

A direção do Sindicato ressaltou que a mobilização busca garantir um plano de carreira que não contribua para a descaracterização do Metrô público, defendendo a manutenção e fortalecimento do caráter estatal do serviço e dos direitos dos trabalhadores.

A categoria também reforça que o estado de greve não significa, automaticamente, a paralisação imediata das atividades, mas sim a preparação para possíveis ações, incluindo uma greve, caso as negociações não avancem e as demandas continuem sem resposta.

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Rogério Bezerra
Rogério Bezerrahttps://gravatar.com/creatorloudly177c571905
Geógrafo, Mestre, Doutor e Pós-doutor em Política Científica e Tecnológica pela Unicamp. Foi Diretor de Pesquisa Aplicada da Fundacentro. Coordenador do Movimento Pela Ciência e Tecnologia Pública. Atua especialmente em temas relacionados à análise e avaliação de políticas públicas.

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