O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou a aliados sua preocupação com a disputa pelo Senado em São Paulo, defendendo a necessidade de um nome mais moderado dentro da direita para concorrer ao cargo, conforme informações de Vinicius Passarelli no Metrópoles.
Atualmente, o deputado federal Guilherme Derrite (PP), ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo, é o nome confirmado entre os partidos aliados de Tarcísio. A segunda vaga, no entanto, permanece em aberto após a desistência de Eduardo Bolsonaro (PL). O filho “02” de Jair Bolsonaro (PL) tem defendido nomes mais alinhados ao bolsonarismo, como o deputado estadual Gil Diniz (PL) e os deputados federais Mário Frias (PL) e Marco Feliciano (PL). Ricardo Salles (Novo) também se apresenta como opção, mas fora do arco de alianças de Tarcísio.
Tarcísio avalia que a direita pode perder as duas cadeiras em disputa caso apresente apenas candidatos considerados radicais. O senador Flávio Bolsonaro (PL) defende um nome evangélico, o que favorece a candidatura de Marco Feliciano, a quem Bolsonaro teria prometido apoio para o Senado em São Paulo, após ter sido preterido na última eleição em favor de Marcos Pontes.
O governador teme que a esquerda conquiste as duas vagas ao Senado se o PT conseguir articular uma chapa mais centrista, com nomes como Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (MDB) e Marina Silva (Rede). As duas últimas, inclusive, estão em negociações para se filiar ao PSB. Nesse cenário, Tarcísio não vê garantias de sucesso para Derrite, que, segundo interlocutores, pode perder força até a campanha, após deixar a Secretaria de Segurança Pública.
Tarcísio discutiu o assunto com Jair Bolsonaro em uma visita recente ao ex-presidente na prisão, em Brasília. Questionado por jornalistas, o governador afirmou que a escolha será feita em conjunto com os partidos, priorizando o candidato com melhor desempenho nas pesquisas. Uma das opções consideradas é a deputada Rosana Valle, presidente do PL Mulher em São Paulo, nome defendido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). No entanto, aliados acreditam que Rosana Valle pode não aceitar a candidatura.


