Em celebração ao Dia Mundial da Saúde, movimentos sociais, entidades sindicais e lideranças se reuniram em um ato público em São Paulo, nesta terça-feira (7), para defender o Sistema Único de Saúde (SUS) e o direito à saúde pública de qualidade. A manifestação, que ocorreu em frente ao Theatro Municipal, reuniu representantes de diversas organizações, incluindo a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP), a CUT-SP e o SindSaúde-SP.
O ato teve como objetivo principal o fortalecimento do SUS, com reivindicações de maior financiamento, valorização dos profissionais de saúde e ampliação do acesso aos serviços para toda a população. Os participantes destacaram a importância do SUS como uma das maiores políticas públicas do país, essencial para garantir atendimento universal, gratuito e integral a todos os cidadãos, independentemente de raça, gênero ou classe social.
Durante a manifestação, foram feitas críticas à lógica privatista que, segundo os manifestantes, tem sido implementada pelos governos estadual e municipal, com o abandono de serviços públicos em favor da entrega para o setor privado. Foi lançado um manifesto que ressalta a necessidade urgente de garantir a Cobertura Universal de Saúde, conforme defendido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Participação Social e a 18ª Conferência Nacional de Saúde
Os participantes do ato reforçaram a importância da mobilização rumo à 18ª Conferência Nacional de Saúde, um espaço fundamental de participação popular e controle social na construção das políticas públicas de saúde. A conferência, que já está em andamento em todo o país, com etapas municipais, estaduais e nacional, tem como principais eixos a democracia, a saúde como direito, o financiamento adequado para o SUS e os desafios do sistema, incluindo emergências climáticas.
A secretária de Saúde do Trabalhador da CUT, Josivania Ribeiro Cruz Souza, destacou a importância de levar as pautas da classe trabalhadora para a conferência, como o fortalecimento do SUS, a valorização dos profissionais e o enfrentamento das desigualdades. A atuação sindical também se refletiu na 5ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (CNSTT), onde a CUT teve papel estratégico na construção e aprovação de propostas.
