O presidente do PSD (Partido Social Democrático), Gilberto Kassab, assegurou que o partido mantém um apoio “incondicional” ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Em declarações a jornalistas, após participação no Fórum Paulista de Desenvolvimento, em Itu, Kassab enfatizou a confiança na gestão de Tarcísio e descartou qualquer possibilidade de o PSD apoiar Fernando Haddad, candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) ao governo paulista. As informações são da CNN Brasil.
Kassab destacou que o PSD “aposta no candidato certo”, referindo-se a Tarcísio, e elogiou o desempenho do governador. “Isso mostra o quanto o PSD está com o Tarcísio, o nosso apoio é incondicional”, afirmou, buscando dissipar rumores sobre possíveis tensões na relação entre o partido e o governo estadual.
Nos últimos meses, a articulação de Tarcísio para a saída do vice-governador Felício Ramuth do PSD para o MDB gerou questionamentos sobre a lealdade do governador ao partido de Kassab. No entanto, o presidente do PSD minimizou a questão, negando qualquer sentimento de traição. “De maneira alguma, o contrário”, respondeu Kassab ao ser perguntado sobre o assunto.
Apesar da perda de Ramuth, Kassab garantiu que o PSD permanecerá na coligação de Tarcísio em 2026, mesmo que com um papel menos proeminente.
Apoio a Haddad descartado
Kassab foi enfático ao descartar qualquer chance de o PSD apoiar Fernando Haddad, do PT. “A chance de o partido apoiar Fernando Haddad é zero”, afirmou, reiterando que o apoio a Tarcísio é incondicional. Essa declaração surge em um momento em que o PT buscava ampliar seu leque de alianças, conforme noticiado pela CNN Brasil.
Kassab deixou o cargo de secretário de Governo e Relações Institucionais de Tarcísio em março deste ano, alegando incompatibilidade entre a função e suas responsabilidades como presidente do PSD em ano eleitoral. A decisão ocorreu após divergências entre Kassab e Tarcísio, especialmente em relação à possível candidatura do governador ao Palácio do Planalto. No mesmo mês, o PSD lançou o então governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato à Presidência.
