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Flávio Bolsonaro mente sobre SUS padrão Einstein, diz colunista Elio Gaspari

Flavio Bolsonaro. Foto: Renato Pizzutto/Band

O colunista Elio Gaspari, em sua coluna no O Globo, criticou veementemente a promessa feita pelo pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, de que o Sistema Único de Saúde (SUS) seria “padrão Einstein” em seu governo. Gaspari classifica a declaração como uma “maluquice” e uma “mentira deliberada”, argumentando que a comparação ignora a natureza e o alcance do SUS e do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Gaspari explica que o Hospital Albert Einstein, referência em saúde, é resultado de um investimento bilionário da comunidade judaica de São Paulo e seu padrão de atendimento é acessível apenas pelos planos de saúde mais caros. A ideia de replicar esse modelo para todo o SUS é descrita como algo “próximo de prometer o elixir da longa vida”. Ele ressalta que, embora o Einstein preste alguns serviços assistenciais de alta qualidade como contrapartida a incentivos fiscais, isso não se compara à universalidade do SUS.

O colunista sugere que tal promessa demonstra um baixo apreço pela inteligência do eleitorado, ou uma superestimação da capacidade do público em ser enganado. Ele compara a situação à crença do ex-presidente Jair Bolsonaro no “milagre da cloroquina”, indicando um padrão de desinformação. Gaspari também aponta que a nomeação do médico Claudio Lottenberg, ex-presidente do Einstein, para um eventual Ministério da Saúde, em uma plataforma de propaganda enganosa, representa um “mau começo” para ambos.

A real necessidade do SUS: financiamento

Em contrapartida à promessa de Flávio Bolsonaro, Gaspari defende que a verdadeira necessidade do SUS é o financiamento adequado. Ele lembra a atuação do sistema durante a pandemia de Covid-19, quando o SUS realizou a imunização gratuita de milhões de brasileiros, mesmo quando planos privados relutavam em cobrir custos de testes e vacinas. A sabedoria convencional, segundo o colunista, subestima a capacidade do SUS em oferecer um padrão de atendimento superior ao que se imagina.

Gaspari também comentou o comportamento de Flávio Bolsonaro em um debate da Band, onde o candidato teria imitado a grosseria de Donald Trump em 2016. Segundo o colunista, essa estratégia de “macaquear” a grosseria visava roubar a cena enquanto Lula falava, o que teria gerado atrito com a equipe do petista. Ele encerra alertando que “esperteza, quando é muita, come o dono”, sugerindo que a astúcia pode se voltar contra o próprio agente.

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