Os novos dados da pesquisa Real Time Big Data (SP-09734/2026), divulgada nesta semana, desenham um mapa político de São Paulo marcado por uma profunda clivagem socioeconômica. Embora o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mantenha a liderança geral com 46% das intenções de voto, o levantamento expõe onde o projeto da atual gestão encontra seu maior limite: na vida real dos trabalhadores que dependem dos serviços públicos.
O principal trunfo de Fernando Haddad (PT) está justamente no segmento que mais sente o impacto das políticas do governo Tarcísio que não chegam na ponta. Entre os eleitores com renda familiar de até dois salários mínimos, Haddad não apenas cresce, como lidera a disputa com 44%, abrindo oito pontos de vantagem sobre o atual governador, que registra 36% nesse grupo.
Este dado revela uma resistência contundente do eleitor que luta contra a carestia e o sucateamento da rede de proteção. A alternativa progressista surge como o porto seguro contra os retrocessos, justamente no mesmo público que historicamente vota em Lula para presidente.
A batalha pelo coração da Metrópole
Se no interior Tarcísio domina com folga — chegando a 57% no Centro e no Oeste Paulista —, é na Região Metropolitana que a disputa se torna um “olho no olho”.
Na Capital: Haddad aparece numericamente à frente, com 39% contra 38% de Tarcísio, configurando um empate técnico na maior cidade do país. Na Grande São Paulo: O equilíbrio é absoluto, com ambos empatados em 39%.
Essa concentração de forças na metrópole indica que o eleitorado urbano, mais exposto aos debates sobre direitos humanos e minorias, demonstra maior ceticismo em relação ao discurso oficial do governo estadual.
Recortes de resistência: mulheres e jovens
A pesquisa também mostra que o campo progressista encontra solo fértil entre aqueles que historicamente lideram as lutas por direitos. Haddad mantém um desempenho sólido entre as mulheres (37%) e entre a juventude de 16 a 34 anos (36%).
Enquanto a atual gestão se ancora em um perfil de eleitor masculino, mais velho e de alta renda — chegando a 56% entre quem ganha mais de 5 salários mínimos —, a oposição consegue dialogar com a diversidade e com o futuro do estado.
A pesquisa do Real Time Big Data foi realizada de 13 a 15 de junho de 2026. Foram entrevistadas 2.000 pessoas com 16 anos ou mais no Brasil. O intervalo de confiança é de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código SP-09734/2026 e custou R$ 80.000, pagos com recursos próprios.



