A Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) aproveitou o Dia Internacional dos Povos Indígenas, 9 de agosto, data instituída pela ONU em 1995 para reforçar o chamado à solidariedade às populações originárias do Brasil e do mundo, diante de um cenário de contínuas agressões e violações de direitos.
Mais do que uma celebração, o Dia Internacional dos Povos Indígenas é um espaço de conscientização sobre a persistente luta dos povos originários pela garantia e defesa de seus territórios, culturas e direitos à autodeterminação. Essas pautas se alinham intrinsecamente com questões sociais urgentes e a preservação ambiental.
Sergio Takemoto, presidente da Fenae, destaca que a data é um marco histórico que reconhece séculos de resistência contra o racismo estrutural. Ele enfatiza a necessidade de um compromisso contínuo de todos os setores, incluindo a categoria bancária e os empregados da Caixa, para a construção de uma sociedade mais justa e pluriétnica. “A demarcação de terras é essencial para a manutenção da identidade, da sobrevivência e da dignidade dos povos indígenas”, declarou Takemoto.
Inclusão e diversidade no ambiente corporativo
Takemoto também mencionou que a diversidade foi tema de debate em mesas de negociação com a Caixa, com a apresentação de dados sobre ações de mentoria para indígenas e outros grupos discriminados. Metas foram propostas para ampliar a presença desses setores e de pessoas com deficiência (PcDs) em cargos de gestão no banco público.
Rachel Weber, diretora de Políticas Sociais da Fenae, ressalta que o direito à terra é fundamental para a promoção da justiça social. Ela aponta que áreas sob gestão dos povos originários e comunidades tradicionais registram menores índices de desmatamento, evidenciando o papel dessas populações na proteção ambiental e na sustentabilidade do planeta, uma pauta crucial para o futuro da humanidade.
