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Câmara de SP arquiva pedido de impeachment de Ricardo Nunes por falta de ônibus no 2º turno

Ricardo Nunes (MDB). Foto: Douglas Ferreira/Rede Câmara SP

A comissão especial da Câmara Municipal de São Paulo rejeitou o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). A ação questionava a falta de ônibus na capital durante o segundo turno das eleições presidenciais, mas acabou arquivada pelo colegiado e não terá continuidade no plenário da Casa.

O parecer pelo arquivamento, elaborado pelo vereador Major Palumbo (PP), aliado da administração municipal, foi acatado por cinco votos a favor e dois contrários. O relator avaliou que a prefeitura tomou as providências necessárias diante de eventuais inconsistências na circulação dos ônibus.

“As ações da prefeitura foram tomadas, e se tiveram falhas em algum lugar, no próprio relatório [da SPTrans] aplica-se aqui também multas às devidas empresas. Se aconteceu essas ações, a gente tem que achar que o cumprimento da determinação judicial [do TSE] foi feito aqui na cidade no dia da eleição”, pontuou Palumbo durante a manifestação de seu voto.

O colegiado contava com maioria formada por parlamentares alinhados à gestão municipal: Rubinho Nunes (União), presidente do grupo, Major Palumbo (PP), Sandra Santana (MDB), Sandra Tadeu (PL) e Kenji Ito (Podemos). Já os votos contrários ao encerramento do processo partiram dos vereadores de oposição Luana Alves (PSol) e Hélio Rodrigues (PT).

Na mesma sessão, Luana Alves apresentou uma solicitação de vista do processo por dois dias, que acabou derrubada por 5 votos a 2. Da mesma forma, um parecer alternativo formulado pela ala opositora não chegou a ser lido durante os trabalhos do grupo.

A representação foi protocolada por integrantes da bancada do PSol — Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista. O grupo apontou registros do sistema Businfo que indicavam que apenas 71,7% dos coletivos da capital estavam circulando no início da tarde do domingo de votação, além de citar mobilização de servidores municipais comissionados para campanha eleitoral. O Executivo municipal justificou a operação no transporte alegando que buscou evitar despesas desnecessárias.

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