O governo de São Paulo promoveu uma mudança na direção da Academia de Polícia Civil, após a repercussão do caso envolvendo uma delegada suspeita de ligação com integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Segundo informações do Correio da Manhã, a delegada Márcia Heloísa Mendonça Ruiz deixou o comando da instituição, por decisão da Secretaria da Segurança Pública do Estado.
A exoneração de Márcia Ruiz foi publicada no Diário Oficial em 22 de fevereiro, cerca de uma semana após uma operação conjunta do Ministério Público e da Corregedoria-Geral da Polícia Civil. A ação resultou na prisão da delegada Layla Lima Ayub, de 36 anos, investigada por manter relacionamento com um homem que se declarou membro do PCC enquanto estava preso no Pará. A apuração indica que Layla teria atuado como advogada em favor do companheiro após sua nomeação como policial, conduta considerada irregular pelas autoridades.
Layla Lima Ayub tomou posse como delegada em dezembro de 2025, em uma cerimônia realizada no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. Na ocasião, mais de 500 novos delegados foram nomeados. O companheiro de Layla, que estava em liberdade condicional desde novembro, acompanhou o evento, segundo o Correio da Manhã.
Nova Diretora e Fortalecimento da Segurança
Para o lugar de Márcia Ruiz, foi nomeada a delegada Fernanda Herbella, que também passou a integrar o Conselho da Polícia Civil. A troca ocorre em meio a outros episódios recentes na academia, incluindo um disparo acidental durante um treinamento que feriu dois alunos em dezembro.
A Secretaria da Segurança Pública informou que as mudanças seguem critérios técnicos e têm como objetivo fortalecer o combate ao crime organizado e aprimorar a atuação das forças policiais no Estado. A pasta busca, com a nova direção, implementar medidas que aumentem a eficiência e a integridade das operações policiais em São Paulo.


