A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo) convocou um ato para quarta-feira, dia 11 de fevereiro, às 16h, em frente à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (Seduc), na Praça da República, no centro da capital. O objetivo é protestar contra as resoluções consideradas “autoritárias” e cobrar a revogação dessas medidas. Entre as ações do governo está a atribuição de aulas que deixou 40 mil professores sem aula e levou a demissões em massa.
O sindicato considera que poderá realizar greve neste ano se não for atendido em suas reivindicações.
Além do ato, o sindicato está com uma agenda de mobilização da categoria, intensificada desde o início deste mês, que inclui visitas às escolas, especialmente durante o planejamento escolar nos dias 18, 19 e 20. A Apeoesp também está promovendo a eleição de um Representante de Escola em cada período, em todas as escolas do estado, visando fortalecer a organização da base para as mobilizações.
O Conselho Estadual de Representantes (CER) da Apeoesp definiu para 6 de março, às 16h, na Avenida Paulista, a primeira assembleia estadual da campanha salarial e educacional de 2026. A assembleia será precedida de mobilizações, atos e assembleias regionais, além de caravanas de visitas às escolas. Após a assembleia, está previsto um ato unificado com demais setores do funcionalismo e movimentos sociais.
Pautas da categoria
Os professores reivindicam a aplicação do reajuste de 5,4% do piso salarial nacional no salário base, com impacto em toda a carreira, e o fim do abono complementar. A categoria também exige a aplicação correta da jornada do piso, composta por aulas e não pela somatória de horas e minutos, além do cumprimento da lei do descongelamento do tempo de serviço durante a pandemia e o pagamento dos valores retroativos pelo governo Tarcísio de Freitas.
A Apeoesp tem atuado em diversas frentes contra o que considera “autoritarismo e política de desmonte” do governo Tarcísio, incluindo paralisações, atos, pressão sobre a Seduc e ações judiciais. O sindicato critica a atribuição de aulas, que tem deixado milhares de professores efetivos e da categoria O sem turmas, em decorrência de medidas como avaliação de desempenho, fechamento de classes no noturno, reorganização escolar e a Resolução 8, que afasta professores da categoria O por 3 anos.


