Um possível acordo entre o MDB e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), para indicar o vice na chapa de reeleição, está remodelando o cenário político e as estratégias do governo Lula (PT) para as eleições de 2026. A informação é de Julia Duailibi , do G1.
A estratégia de Lula de consolidar um palanque forte em São Paulo pode sofrer um revés com essa possível aliança. A entrada do MDB na chapa de Tarcísio complica a formação de uma base de apoio coesa para o governo federal no estado.
“São Paulo deixou de ser apenas uma disputa local e se tornou peça central da estratégia nacional do presidente para 2026, em um movimento mais amplo de aproximação com partidos de direita e do Centrão”, escreveu Dualib.
Segundo a colunista, a possível aliança em São Paulo coloca em questão a permanência de Simone Tebet (MDB), Ministra do Planejamento e Orçamento do governo Lula, no partido. A movimentação do MDB em direção a Tarcísio, um aliado de Jair Bolsonaro, expõe as divergências internas e pode forçar Tebet a reconsiderar seu futuro político.
O MDB tem 17 diretórios estaduais que não querem aproximação com Lula e o PT. Especificamente em São Paulo, o presidente estadual e deputado Baleia Rossi está alinhado a Tarcísio.
Cenários no PT
Para a colunista, há três cenários principais para o PT e seus aliados no estado. Veja:
Cenário 1, o preferido do PT:
Fernando Haddad candidato ao governo de São Paulo
Simone Tebet candidata ao Senado
Alckmin permanece como vice de Lula
Cenário 2, o preferido de Haddad:
Simone Tebet candidata ao governo de São Paulo
Fernando Haddad candidato ao Senado
Alckmin permanece como vice de Lula
Cenário 3, o mais improvável:
Geraldo Alckmin candidato ao governo de São Paulo
Haddad disputando o Senado
Simone Tebet, no PSB, como vice na chapa de Lula


