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Justiça suspende projeto da ‘Times Square Paulista’ no centro de SP

Imagem de IA apresentada por Tarcísio e a proposta real. Fotos: Rede Globo, reprodução

A Justiça de São Paulo suspendeu, de forma liminar (provisória), o projeto do Boulevard São João, apelidado de “Times Square paulistana”, segundo informações do G1. A iniciativa previa a instalação de quatro grandes painéis de LED no icônico cruzamento das avenidas Ipiranga e São João, no Centro da capital. A decisão cabe recurso por parte da Prefeitura.

A liminar foi concedida pela 4ª Vara da Fazenda Pública em resposta a uma ação popular. Na decisão, a juíza Celina Kiyomi Toyoshima destacou a magnitude da proposta, o impacto na região e o potencial dano à população, proibindo o avanço de obras, a formalização do acordo com a iniciativa privada e a instalação dos telões. Ela também exigiu a apresentação de pareceres técnicos e a deliberação dos órgãos de patrimônio histórico.

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Lançado em abril com o apoio do prefeito Ricardo Nunes e do governador Tarcísio de Freitas, o projeto tem custo estimado em R$ 42 milhões, integralmente custeados pela iniciativa privada através do grupo Fábrica de Bares (proprietário do Bar Brahma).

A proposta utiliza uma exceção raramente aplicada da Lei Cidade Limpa, que permite publicidade externa em troca de contrapartidas urbanas.

  • Restrições dos Painéis: O plano prevê que a publicidade ocupe apenas 30% do tempo de exibição (com veto a comerciais de varejo, apostas, conteúdos políticos ou religiosos), enquanto os 70% restantes seriam destinados a informações culturais.

  • Regras de Operação: Monitotados pela Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), os telões deveriam funcionar das 5h às 23h, com brilho reduzido à noite e imagens estáticas por no mínimo 10 segundos.

Interdição e Contrapartidas Urbanas

O Boulevard São João planejava fechar o trânsito de veículos aos finais de semana (das 18h de sábado às 23h de domingo) para transformá-lo em um corredor cultural com palcos, feiras gastronômicas e de artesanato.

Como contrapartida, a empresa parceira se comprometeu a investir R$ 8 milhões em melhorias urbanas num prazo de três anos, incluindo:

  • Conservação e restauro da fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e da Estátua da Mãe Preta (Largo do Paissandu).

  • Restauro do Relógio de Nichile (Praça Antônio Prado).

  • Instalação de 72 bancos, 30 lixeiras e novo projeto paisagístico com plantio de árvores no eixo São João-Ipiranga.

Com a paralisação judicial, o cronograma que previa o início das operações e dos eventos para setembro de 2026 está suspenso até o julgamento definitivo ou a cassação da liminar.

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