A defesa da Fazenda Remonta-Coudelaria, um importante remanescente de Mata Atlântica na Região Metropolitana de Campinas, ganhou um novo fôlego com a articulação entre os conselhos municipais de meio ambiente de Valinhos (CMMA) e de Campinas (Comdema). Em reunião realizada nesta quarta-feira (22 de julho), conselheiros de Valinhos manifestaram apoio à criação de um fórum intermunicipal permanente, que visa fortalecer a cooperação entre os dois órgãos na formulação de estratégias para a preservação da área.
A iniciativa de criar um fórum permanente entre as entidades foi vista pelos conselheiros como uma medida crucial para ampliar o intercâmbio de informações e fortalecer a atuação conjunta em temas ambientais que transcendem os limites municipais. Essa aproximação ganha ainda mais relevância diante das discussões em andamento sobre o futuro da Fazenda Remonta-Coudelaria, que já sofreu com adiamentos em seu leilão.
Diálogos institucionais em curso
Durante a reunião do CMMA, a conselheira Juliana Freitas informou sobre as tratativas em andamento entre o Ministério Público Federal (MPF) e a Fundação Habitacional do Exército (FHE) a respeito do futuro da área. Esse diálogo institucional foi apontado como um dos fatores que contribuíram para o adiamento do leilão da fazenda, demonstrando a complexidade das negociações que envolvem o imóvel.
No início do encontro, foi lida uma Moção de Apoio aprovada pelo Comdema em junho, que reafirma a importância da preservação integral da Fazenda Remonta-Coudelaria para a região. O documento destaca o papel estratégico da fazenda na conservação da biodiversidade, proteção de recursos hídricos, recarga de aquíferos, formação de corredores ecológicos e contenção de enchentes. O Comdema também alertou para os impactos ambientais e urbanos decorrentes de possíveis empreendimentos imobiliários na área, defendendo a criação de mecanismos permanentes de proteção, como uma unidade de conservação.
A Adunicamp, entidade que acompanha de perto a mobilização em defesa da Fazenda Remonta-Coudelaria, reforça a importância da articulação entre os conselhos. A instituição apoia uma petição pública que já reúne mais de 8 mil assinaturas, clamando pela suspensão definitiva do leilão e pela proteção integral da área. Para a Adunicamp, o fortalecimento do diálogo entre Comdema e CMMA representa um avanço na construção de uma governança ambiental regional eficaz.



