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Sintaema denuncia Tarcísio e expõe crise hídrica no Rio Tietê

Donato: Tarcísio implanta política canibal. Foto: Rodrigo Costa / Alesp

O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Saneamento e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema) promoveu uma live para discutir a crise ambiental que afeta o Rio Tietê e as consequências das políticas implementadas pelo governo de Tarcísio de Freitas no setor de saneamento. A transmissão contou com a participação da bióloga Elisete Peixoto de Lima, do deputado estadual Antonio Donato (PT/SP) e do vereador Gustavo Petta (PCdoB/SP), além da direção do sindicato.

O presidente do Sintaema, José Antônio Faggian, iniciou o debate reafirmando o compromisso histórico da entidade com a defesa ambiental. Faggian criticou o que chamou de “desmonte” promovido pela gestão Tarcísio de Freitas, exemplificando com a fusão da Secretaria Estadual de Meio Ambiente à de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, o que, segundo ele, enfraqueceu a política ambiental do estado. Ele alertou ainda para ações que visam mascarar problemas ambientais sem abordar suas causas. “Enquanto o governo investe em ações cosméticas e propaganda, o Rio Tietê segue ainda mais doente e colocando em risco a vida da população, a Sabesp privatizada reduz investimentos estruturantes e o meio ambiente é tratado como obstáculo ao lucro”, declarou.

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Ciência para superar a crise

A bióloga Elisete Peixoto de Lima apresentou uma análise técnica sobre a eutrofização do Rio Tietê, explicando que a proliferação de cianobactérias e macrófitas resulta do excesso de nutrientes, como nitrogênio e fósforo, lançados no corpo d’água. Ela ressaltou que tecnologias paliativas, como a remoção de biomassa superficial, apenas aliviam os sintomas temporariamente. Para uma recuperação efetiva, Elisete defendeu investimentos em saneamento, controle rigoroso da carga de nutrientes e políticas públicas contínuas de preservação ambiental. Uma proposta concreta mencionada foi o Projeto de Lei nº 3.366/2026, do deputado federal Orlando Silva (PCdoB/SP), que visa à eliminação gradual do fósforo em detergentes, uma das principais fontes de nutrientes causadoras da eutrofização.

O deputado estadual Antonio Donato (PT/SP) elogiou a iniciativa do Sintaema e se colocou à disposição para defender os trabalhadores, o saneamento público e o meio ambiente. Donato classificou a política de Tarcísio de Freitas como “canibal”, citando seus efeitos negativos na privatização da Sabesp, no agravamento da crise climática, na precarização do trabalho e na insegurança dos trabalhadores do saneamento. O parlamentar destacou que São Paulo enfrenta um amplo desmonte de políticas públicas ambientais, que demanda organização e mobilização social para ser combatido. Ele reafirmou seu compromisso em atuar na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) para barrar o que descreve como um projeto de destruição do patrimônio público e de retirada de direitos.

O vereador Gustavo Petta (PCdoB/SP), vice-presidente estadual do PCdoB, também presente no debate, reiterou seu apoio à luta liderada pelo Sintaema. Petta mencionou suas visitas a diversas regiões do estado para denunciar os impactos das políticas do governo Tarcísio sobre a população paulista. Ele citou a privatização da Sabesp como um dos principais exemplos desse projeto, criticando o uso de recursos públicos para beneficiar interesses privados em detrimento da deterioração dos serviços públicos, do enfraquecimento da política ambiental e da redução de investimentos essenciais.

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