O Delegado Olim (PP), deputado estadual reeleito, afirmou que a parlamentar Eduarda Campopiano (PL) precisará explicar sua posição em relação ao feminicídio. Ele declarou que a deputada se tornará “mais uma” na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), insinuando uma possível falta de ação ou de compromisso com a causa. A declaração foi feita em entrevista à Rádio CBN.
A deputada eleita, atualmente vereadora em Praia Grande, já declarou que o “feminicídio não existe” e que se trataria de uma “armadilha semântica”.
“O que ela fala não é a realidade. Vocês estão vendo que as mulheres estão sendo mortas, as mulheres estão morrendo por ciúmes ou porque o cara acha que é dono da mulher. Não dá para nadar contra a maré. Ela quer nadar contra a maré”.
Olim, que também é membro da Comissão de Segurança Pública da Alesp, demonstrou insatisfação com o discurso e as ações de Campopiano.
A crítica do delegado sugere uma divergência significativa em relação a temas de segurança pública e direitos humanos, mesmo dentro da base de direita na Alesp.



