Início Notícias Gestão de Tarcísio na educação tem 97% de rejeição, aponta Apeoesp

Gestão de Tarcísio na educação tem 97% de rejeição, aponta Apeoesp

Professora Bebel. Foto: Rodrigo Costa / Alesp

Uma enquete realizada pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de Ensino no Estado de São Paulo) revelou que 97,66% dos participantes desaprovam a gestão do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na área da educação. O levantamento, que ouviu mais de 22 mil pessoas, aponta críticas às condições de ensino, plataformas digitais, militarização, privatização e fechamento de classes.

A enquete online foi realizada entre os dias 17 e 21 de abril, com a participação de 22.335 pessoas, incluindo professores, estudantes, funcionários, pais e outros cidadãos. Os participantes avaliaram diversos aspectos da gestão educacional no estado de São Paulo.

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Para a deputada estadual Professora Bebel (PT), presidenta licenciada da Apeoesp, o resultado do levantamento reflete uma insatisfação ampla que precisa ser considerada no debate público. “Os números mostram uma percepção muito clara da comunidade escolar sobre os rumos da educação no estado. Professores, estudantes e famílias estão apontando problemas concretos que impactam o cotidiano das escolas”, diz.

Principais resultados

Os dados revelam uma percepção amplamente negativa da condução da educação no estado. Mais de 70% dos participantes atribuíram nota zero à gestão, e quando consideradas as notas de zero a cinco, o índice de desaprovação atinge 97,66%. Apenas 1,29% dos entrevistados deram nota máxima à gestão de Tarcísio de Freitas na educação.

A avaliação geral da gestão também é desfavorável, com 94,84% dos participantes considerando a condução da educação como ruim ou péssima. Apenas 2,99% a classificaram como ótima, boa ou regular. A maioria dos entrevistados (95,20%) considera a política educacional autoritária, enquanto apenas 2,59% a veem como democrática e participativa.

Bebel destaca que o levantamento “não se trata de uma opinião isolada, mas de uma avaliação construída por quem vive a escola no dia a dia. Esses dados precisam ser levados em consideração
na formulação de políticas públicas, uma vez que a participação de diferentes segmentos dá peso aos resultados”.

As condições de aprendizagem nas escolas também foram duramente criticadas, com 81,75% dos participantes classificando-as como péssimas. A valorização profissional também foi alvo de questionamentos, com 96,09% dos entrevistados avaliando que não há reconhecimento aos trabalhadores da educação.

Impacto das plataformas digitais

O levantamento também abordou o uso de plataformas digitais no ensino, com 80,74% dos participantes acreditando que elas têm um impacto negativo na qualidade do ensino. Apenas 5,11% consideram que essas ferramentas melhoram o aprendizado.

A militarização das escolas foi rejeitada por 71,84% dos participantes, enquanto a política de privatização das escolas enfrenta a oposição de 78,23% dos entrevistados.

Outro ponto destacado na pesquisa é o impacto do Programa de Ensino Integral (PEI) e do fechamento de classes no período noturno. Para 92,17% dos participantes, essas medidas excluem estudantes que trabalham.

Bebel comentou ainda que “sem dúvida, quando a maioria expressiva avalia negativamente temas como valorização profissional, condições de ensino e inclusão, isso indica que é preciso abrir diálogo e rever medidas que não estão respondendo às necessidades da rede. Portanto, há um indicativo de que é preciso abrir diálogo e rever medidas que não estão respondendo às necessidades da rede”,

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