O atraso na entrega das estações Brasilândia e Itaberaba-Hospital Vila Penteado, da Linha 6-Laranja do Metrô, pode acarretar um impacto financeiro de R$ 20 milhões por mês ao governo estadual. De acordo com apuração do portal Metrópoles, os valores fazem parte de um acordo preliminar de reequilíbrio econômico-financeiro firmado entre o estado e a concessionária Linha Uni, controlada pela multinacional Acciona.
O ramal metroviário deveria ter sido disponibilizado anteriormente, mas sofreu adiamentos devido a um evento geotecnológico ocorrido no centro da capital, na área da estação Higienópolis-Mackenzie. Por força das obrigações contratuais, incidentes dessa natureza são custeados pelo poder público. Diante do revés, a concessionária elaborou uma proposta de aceleração com custo extra aceito pelo estado de R$ 3,69 bilhões, quantia destinada a intervenções estruturais diretas e indenizações para minimizar o tempo de inatividade.
A lógica econômica estabelece que a operação atrasada resulta em prejuízo para a concessionária pela falta de receitas, despesa que é repassada ao poder público. A fórmula de compensação abrange duas variáveis: a Parcela B, que trata de uma contraprestação proporcional à quantidade de estações fechadas e que atinge R$ 15 milhões em valores corrigidos, e a Parcela A, responsável pela reposição tarifária estimada em cerca de R$ 5,5 milhões mensais pelas duas paradas inoperantes.
Operação assistida e conexões pendentes
Na tentativa de entregar resultados, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) antecipou o funcionamento de seis paradas do trecho norte em operação assistida, sem cobrança de tarifa e em horário restrito. No entanto, o fluxo inicial médio foi modesto, registrando cerca de 1,2 mil passageiros diários, reflexo da ausência de integração direta com terminais urbanos e do represamento de polos centrais como a estação Brasilândia, que já conta com 96,3% das intervenções finalizadas.
Em pronunciamento conjunto, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e a Secretaria de Parcerias em Investimentos (SPI) esclareceram que o termo aditivo segue sob análise e que o serviço assistido não ativa pagamentos imediatos, cuja vigência está atrelada à operação comercial plena.
A Linha Uni reiterou que as obras avançam com foco na segurança e pontuou que mantém diálogo contínuo com os entes reguladores para consolidar a entrega do trajeto de 15,3 quilômetros, projetado para atender mais de 630 mil pessoas por dia.



