O Sindicato dos Químicos Unificados promoveu uma assembleia e um ato em frente à fábrica da Amanco, em Sumaré, marcando o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. A manifestação teve como objetivo denunciar as condições de insegurança vivenciadas pelos trabalhadores na empresa e conscientizar sobre o direito de recusar tarefas em situações de perigo iminente.
A data de 28 de Abril foi instituída pela OIT em memória aos 78 operários falecidos em uma explosão de mina de carvão nos Estados Unidos, em 1969. Neste ano, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgou um dado alarmante sobre mortes relacionadas a problemas de saúde ocupacional. Estima-se que mais de 840 mil pessoas percam suas vidas anualmente em todo o mundo devido a condições de trabalho precárias, incluindo riscos psicossociais como jornadas exaustivas, instabilidade empregatícia e assédio.
Acidente Grave na Amanco e Denúncias
No início deste ano, um grave acidente ocorreu na Amanco, resultando na perda da mão direita de um trabalhador terceirizado. Segundo relatos, a empresa teria ocultado o incidente, mantendo o discurso de “zero acidente” e, posteriormente, encerrando o contrato com a empresa terceirizada, o que impactou negativamente outros colaboradores.
O sindicato Químicos Unificados foi acionado pelos trabalhadores após a empresa não comunicar o acidente e haver uma série de irregularidades, como “o fato dele estar sozinho no setor, não haver equipamento de proteção e segurança no momento e nem botão de emergência”, afirmou Rosangela Paranhos, dirigente do Sindicato.



