Por Radar Democrático
Em um momento decisivo para o futuro das universidades públicas paulistas, docentes, estudantes e trabalhadores foram às ruas para defender aquilo que vai muito além dos muros acadêmicos: o direito à educação, ao trabalho digno e à própria democracia.
No dia 4 de maio de 2026, a ADunicamp, o STU e o DCE da Unicamp realizaram um ato em frente à reitoria da UNESP, em São Paulo. A mobilização aconteceu durante a primeira rodada de negociações da data-base entre o Fórum das Seis — que reúne entidades das três universidades estaduais — e o Conselho de Reitores (Cruesp).
O ato reuniu diferentes setores da comunidade universitária, mostrando que a defesa da universidade pública é uma causa coletiva. Participaram docentes, estudantes e servidores técnico-administrativos, todos unidos em torno de reivindicações como reposição salarial, melhores condições de trabalho e estudo, além de políticas de permanência estudantil.
A presidenta da ADunicamp, Silvia Gatti, destacou que a presença dos estudantes fortalece a luta e dá sentido ao que está em jogo. Para ela, a mobilização mostra que ainda há esperança em construir uma sociedade mais justa, a partir da universidade pública.
Mais do que uma negociação salarial, a data-base 2026 representa uma disputa maior: o financiamento e o futuro das universidades estaduais. Em meio a mudanças como a reforma tributária e ao histórico de subfinanciamento, cresce a preocupação com a capacidade dessas instituições de continuar oferecendo ensino, pesquisa e extensão de qualidade.
Nesse cenário, a atuação da ADunicamp ganha destaque. A entidade não apenas participa das negociações, mas também mobiliza a base, organiza ações e contribui para construir uma pauta unificada que represente toda a comunidade acadêmica. Essa articulação é fundamental para enfrentar os desafios e garantir que as universidades permaneçam públicas, gratuitas e socialmente comprometidas.
A mobilização em frente à reitoria da Unesp deixa uma mensagem clara: defender a universidade pública é defender direitos básicos da população. É garantir acesso à educação, produção de conhecimento, desenvolvimento científico e formação crítica — pilares essenciais para qualquer sociedade democrática.
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