Mais de 97% dos bancários e bancárias em todo o país rejeitaram a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que previa o congelamento do piso de ingresso e a aplicação de reajustes salariais em três faixas distintas. A decisão foi tomada em assembleias realizadas nesta segunda-feira (17), envolvendo mais de 50 mil trabalhadores. A consulta também revelou que 90% da categoria se mostrou favorável a uma paralisação na quinta-feira, dia 20 de agosto, em busca de reivindicações como aumento real nos salários, melhorias nos vales refeição e alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR), e a criação de um piso salarial para profissionais de Tecnologia da Informação (TI).
Oitava Rodada de Negociações
Nesta terça-feira (18), acontece a oitava rodada de negociações da Campanha Nacional Unificada, onde os trabalhadores apresentarão suas demandas por aumentos e melhores condições de trabalho. A expectativa é alta após a última reunião, realizada na quinta-feira passada (13), na qual os bancos apresentaram uma proposta que frustrou os empregados. Na ocasião, a Fenaban não ofereceu um índice de reajuste salarial, limitando-se a propor o congelamento do piso para novos contratados e a diferenciação de reajustes por faixas salariais, sem detalhar os parâmetros ou percentuais.
Antes mesmo das propostas de congelamento e diferenciação de reajustes, a Fenaban já havia sugerido a redução no valor dos vales refeição e alimentação, principalmente em cidades do interior. A intenção era que apenas os vales nas grandes capitais pudessem receber um aumento, uma medida que gerou descontentamento entre os trabalhadores.
Juvandia Moreira, coordenadora do Comando Nacional dos Bancários, reafirmou a posição da categoria após a última rodada de negociações. “Não aceitaremos retirada de direitos. Vamos defender a minuta aprovada pelos bancários e bancárias, por aumento real, valorização nos pisos, tíquetes, PLR e criação de um piso para os trabalhadores de TI”, declarou. A unidade e determinação dos bancários em defender seus direitos e buscar melhores condições de trabalho permanecem firmes diante das negociações com os bancos.



