O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) apresentou uma proposta de reajuste salarial de 3,6% para docentes e servidores técnico-administrativos das universidades estaduais paulistas, em negociação realizada no dia 4 de maio. A oferta, considerada insuficiente pelas entidades representativas, ignora a necessidade de recuperação das perdas inflacionárias acumuladas. O Fórum das Seis, que representa as categorias, indicou a necessidade de assembleias e intensificação da mobilização para pressionar por uma proposta mais justa.
A reivindicação central das categorias é de um reajuste de 15,97%, calculada com base nas perdas inflacionárias desde maio de 2012, utilizando o índice IPCA-IBGE. Este percentual, contudo, ainda não contempla a inflação acumulada em abril de 2026, o que pode agravar a defasagem salarial. Representantes sindicais criticaram a postura do Cruesp, destacando que a falta de uma política efetiva de recuperação salarial impacta diretamente os trabalhadores, muitos dos quais enfrentam endividamento e problemas de saúde.
Próximos Passos e Mobilização
Diante da proposta insatisfatória, o Fórum das Seis reforçou a importância da continuidade das negociações, com uma nova rodada agendada para 11 de maio. Para as assembleias de base, a entidade sugeriu a avaliação de paralisações e a realização de um novo ato estadual em São Paulo. Também está em discussão a possibilidade de apresentar uma contraproposta salarial e a convocação de uma greve dos três segmentos das universidades na segunda quinzena de maio, caso não haja avanços significativos nas discussões.
O Fórum das Seis convoca a comunidade universitária a participar ativamente das assembleias, que ocorrerão até 8 de maio. A mobilização é apontada como fundamental para pressionar por avanços nas negociações, garantir a valorização salarial e assegurar melhores condições de trabalho e permanência estudantil. A ADunicamp, por exemplo, realizará sua Assembleia de Docentes em 8 de maio, às 11h45.
Estudantes também se mobilizam
Em paralelo às demandas salariais dos servidores, estudantes da Unicamp em Limeira entraram em greve geral na mesma semana, reivindicando melhores condições de moradia e infraestrutura no campus. Cerca de 3 mil estudantes aderiram ao movimento, suspendendo as aulas e demonstrando a insatisfação generalizada no ambiente universitário.




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